terça-feira, 31 de outubro de 2017

Cíntia Moscovich na Universidade da Sorbonne

Cíntia Moscovich na Universidade da Sorbonne

Daqueles dias em que seu cérebro não sabe o que fazer. E que você se recupera de um mal-estar que o coloca de cama. Daqueles dias que sua única paisagem exterior ( e interior) é a janela do quarto da infância. E a chuva que escorre pela vidraça. Apenas. Até. Até que surge a pergunta. Qual é a cor da chuva ? Cor-de-chuva, diriam os sábios. Cor-de-água, afirmariam os doutos. E você formula um silogismo capenga. Chuva é água. Sua chuva é água. Logo, sua chuva é cor-de-água. Mas você pensa no Tapajós. E no esmeraldado do mar de João Pessoa. Você pensa na água da chuva. E em sua textura. Chuvisco. Chuvona. Chuvinha. Em sua espessura. Garoa. Pé-d'água. Salseiro. Você pensa no gosto da chuva. Dilúvio. Aguada. Você pensa em sua voz. Bátega. E na  sua ausência de cor. E você fica com dó de sua chuva descolorida. De sua chuva que sulca suas faces. E seus olhos que brilham. Até que você pega o livro à cabeceira. E descobre essa coisa brilhante que é a chuva. Essa coisa brilhante que é a chuva de Cíntia Moscovich.

Encontro com Cíntia Moscovich
Quarta-feira dia 8 de novembro
Das 11h às 12h30
Institut Ibérique - Sala 12

Institut Ibérique
31 rue gay Lussac
75005 – Paris



Por conta do Estado de Urgência e do Plano de Segurança Vigipirate, confirmar sua presença através do email : leotonusbr@hotmail.com

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En raison de l’Etat d’urgence et du plan Vigipirate, merci de confirmer votre présence par email à l'adresse suivante : leotonusbr@hotmail.com



Cintia Moscovich é escritora, jornalista, mestre em teoria literária e ministrante de oficinas de criação literária. Com oito livros individuais publicados, participa de mais de três dezenas de antologias publicadas no Brasil e no exterior. Tem publicações individuais na Espanha, Portugal e na Itália. Foi quatro vezes vencedora do Açorianos de literatura da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, além de ter conquistado o prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), o  Portugal Telecom e o Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional. Foi editora de livros do jornal Zero Hora de Porto Alegre. Colabora com jornais e revistas de todo o país.

( Realização e organização Leonardo Tonus) 







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