quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cecília Meireles: as incertezas da liberdade

Cecília Meireles: as incertezas da liberdade

Conférence avec Monsieur le Professeur
Antonio Carlos Secchin

(De l’Académie Brésilienne des Lettres)
− Conférence en portugais −

Le jeudi 06 octobre à 18h30

Amphithéâtre Descartes
Université Paris-Sorbonne
17, rue de la Sorbonne
75005 – Paris

En raison de l'état d'urgence et du plan Vigipirate, merci de bien vouloir confirmer votre présence par email à l’adresse suivante :




Antonio Carlos Secchin nasceu no Rio de Janeiro.   É professor emérito de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da UFRJ e Doutor em Letras pela mesma Universidade.
Poeta com seis  livros publicados, destacando-se Todos os ventos (poesia reunida, 2002), que obteve os prêmios  da Fundação Biblioteca Nacional,  da Academia Brasileira de Letras  e do PEN Clube para melhor livro do gênero  publicado no país em 2002.
Ensaísta, autor de João Cabral; a poesia do menos, ganhador de três  prêmios nacionais, dentre eles o Sílvio Romero, atribuído pela ABL em 1987. Organizou várias seletas e obras completas de poetas brasileiros, (Castro Alves, Mário Pederneiras, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar).  Em 2010, publicou Memórias de um leitor de poesia. Este ano, pela Cosac Naify, será editada a obra João Cabral: uma fala só lâmina, reunindo tudo que Secchin escreveu sobre o poeta pernambucano ao longo de trinte e cinco anos.
Proferiu quatrocentas e vinte palestras em vários estados do  país  e no exterior. Foi professor convidado das Universidades de Barcelona, Bordeaux, Califórnia, Lisboa, Mérida, México, Los Angeles, Nápoles, Paris (Sorbonne), Rennes e Roma.
Autor de mais de três centenas de textos (poemas, contos, ensaios) publicados nos principais periódicos literários brasileiros e internacionais. Sobre sua obra já escreveram favoravelmente ensaístas como Benedito Nunes, José Guilherme Merquior, Eduardo Portella, Alfredo Bosi, Antônio Houaiss, Sergio Paulo Rouanet, José Paulo Paes e Antonio Candido, entre outros.
Em 2013, a editora da UFRJ publicou Secchin: uma vida em letras, livro-homenagem com cerca de 90 artigos, ensaios e depoimentos de renomados críticos e docentes brasileiros e estrangeiros. Todos os aspectos de sua multifacetada produção foram objeto de estudo: a poesia, o ensaísmo, a ficção, o magistério, a bibliofilia.
Em 2014 publicou João Cabral:uma fala só lâmina e Papéis de poesia.
Foi eleito em junho de 2004 para a Academia Brasileira de Letras.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Cisne e o aviador

O Cisne e o aviador

Heliete Vaitsman



2.

O Aviador chamou minha atenção logo que o vi a primeira vez, conta Frida a Brígida, muito antes dos falsos cisnes, dos edifícios espelhados e dos vendedores de água de coco, antes das bicicletas e da ausência dos nadadores. Na minha hora de folga diária depois do almoço, a hora abafada, se o verão não estivesse no auge eu caminhava pela orla quase deserta, e às vezes me sentava num tronco caído com um livro na mão. Não baixava os olhos ao passar por aquele homem maduro que ao me ver ajeitava os óculos de lentes espessas e interrompia o que estivesse fazendo – era o tipo de pessoa sempre em ação, manejando ferramentas, empurrando um bote para a água, ensinando algum movimento aos filhos. Fazia dez anos que eu estava no Rio quando, no dia seguinte a uma tempestade, dia de nuvens espessas, tropecei numa raiz de árvore – um jequitibá vermelho, gigantesco -- e correu para me ajudar. Levantei devagar, os joelhos ralados, um fio de sangue saindo do cotovelo. Não fiz de propósito, nem pense nisso. As poesias de Rilke em edição portuguesa voaram longe e ele as estendeu para mim antes de trocamos as primeiras palavras.
Aos poucos nos aproximamos, macho e fêmea iguais desde que o mundo é mundo. A faísca, você sabe. Por que nos percorre ou nos ignora, nunca descobri. Ele tinha chegado pouco depois da guerra, contou, e construíra uma dúzia de pedalinhos que eram utilizados em passeios por adultos e crianças. Eu era uma mulher madura aos 27 anos, dona do meu nariz, e livre; ainda que trabalhasse seis dias por semana, as noites e os domingos me pertenciam, e também a hora arrastada em que todos descansavam. Nunca tinha me apaixonado de verdade, nunca tinha imaginado compartilhar minha vida com um homem. Diante dele, porém, ao longo dos dias, seguidos de suas noites, olhei o avesso de mim e do mundo. Do meu mundo, letrado e contido. Ele erguia a cabeça e dizia que ia chover à noite, porque o vento sul trazia as nuvens que sabia nomear. Também era capaz de apontar todos os pontos de um globo terrestre, promontórios, baías, escarpas, e foi assim que me mostrou de onde vinha, segurando-me o braço com a mão direita cheirando a graxa. 
Não sei mais se foi apenas fantasia. Talvez. Mas o que lembro é concreto. Como se o mundo fosse feito de certezas e o futuro pudesse ser desenhado ao nosso gosto. O sofrimento nos encontra, não é preciso buscá-lo, você sabe. Hoje vocês têm psicólogos para explicar tudo, naquela época a gente só contava com a própria consciência para decifrar as emoções. Para mim, a presença dele era um intervalo; por mais amenos que fossem os trópicos, o cotidiano não dava trégua a forasteiros, precisávamos caminhar em linha reta se quiséssemos ser aceitos.
Tinha sido piloto militar famoso em seu pequeno país invadido por russos e alemães, me contou, os olhos azuis perdendo-se nas curvas das montanhas, Dois Irmãos, Pedra da Gávea, a beleza intocada. Rosto aceso ao desfiar um rosário de nomes exóticos, travessias oceânicas, desertos africanos, ilhas asiáticas, omitia memórias de guerra. Não ostentava cicatrizes nem mencionava feridas, não estivera em combate, retirara-se para uma propriedade rural que teria prosperado se os tempos fossem de paz. Por que viera, então? Apenas uma vez fiz a pergunta. Não em busca de glória, disse. Que os mortos fiquem entre os mortos, e não invadam o reino dos vivos – era meu lema silencioso naquela época, parecia ser o dele.
Apenas três anos depois de ter chegado, já era louvado como empreendedor – “PILOTO EUROPEU TRAZ NOVOS FLUTUANTES PARA OS CARIOCAS”, dizia uma revista semanal – e herói – “LUTOU CONTRA OS COMUNISTAS E FOI PERSEGUIDO!”. Estufava o peito ao mostrar o álbum de recortes, o hidroavião, os pedalinhos que montara (pensava em dar-lhes nomes além de números). Era preciso acostumar o povo dessa cidade a admirar do alto as suas paisagens. Tanta beleza a aproveitar se formos empreendedores! Em breve os casais fariam brindes à luz de velas sob o céu estrelado, num restaurante flutuante igual ao dos rios europeus.
Não mostrou surpresa ao tomar conhecimento de minha origem, não fez perguntas, esperou que eu contasse. Contei pouco, e continuei, meses a fio, a reduzir a velocidade dos meus passos toda vez que o via junto aos barquinhos, na hora sem clientes, desertas as margens quase selvagens da Lagoa. Só gringos acreditavam que caminhar era um exercício, e eu, eterna caminhante, aproveitava a solidão.
À medida que trocávamos novas palavras, tateando na língua cheia de vogais – sem sinônimos para neve, eu brincava, nunca mais sentiremos frio – ele conferia com o olhar a moça ágil na sua frente e me estendia os remos de um caiaque que eu conduzia, sozinha, sobre as águas mansas, levantando a vista do fundo lodoso e enxergando o querido Tiergarten, meu parque enfeitado por faias e monumentos em meio aos gramados – organizados, geométricos – onde tantas vezes papai abrira diante de nós a toalha xadrez de piquenique.
Não podia prever, o ás da aviação, que as pessoas se desdizem, vão e voltam. Antes que o mundo virasse do avesso,  teve tempo de me observar como ninguém fizera. Uma tarde, entramos no barracão onde guardava ferramentas; a ponta dos dedos passou rapidamente por meus cabelos, e me arrepiei da ponta dos pés ao último fio de cabelo. Perrrfil camafeo – declarou com seu sotaque carregado, a voz baixa, inquieto, e lastimei que fosse refém da mulher e dos filhos que trabalhavam com ele no cais dos pedalinhos.  A moça ágil que eu era ainda não sabia que na vida só somos reféns de nós mesmos e da nossa covardia.
O belo perfil não me teria servido, reagi, eu teria virado pó como os outros se estivesse lá – cabelos de cinzas no lugar de cachos dourados de ariana. O Aviador engoliu a frase com uma careta. Pouco pródigo em aquiescências, tampouco fazia exigências, quem agia era eu, meus passos é que se aproximavam dele e do barracão de madeira, nos espaços deixados pela vida real. Os alemães têm fama de racionais, meu bem, mas a racionalidade é só uma camada sobre um romantismo delirante. A língua da ordem criminosa confunde quem não nos conhece. À berlinense antes tão cheia de si, obrigada a baixar os olhos para sobreviver na mansão, convinha a exaltação. Pudesse o destino colocar no meu caminho gente determinada a sorver apenas o novo mundo. Bastava-me um passado, o meu, não quis me defrontar com o dele.
Tudo isso aconteceu antes que os relatos sobre ele me deixassem perplexa, primeiro, insone, depois. Quando tudo se precipitou e o Aviador foi banido da Lagoa, condenado pelos mesmos entusiastas que haviam proclamado seu futuro radiante de “exímio construtor naval” e “precursor da urbanização”, foi com um suspiro de decepção que apressei o começo da minha segunda vida. Devia odiá-lo, não o odiei, mea culpa. Não me olhe decepcionada você também, Brígida, o que podia fazer?

Heliete Vaitsman é jornalista, tradutora e escritora. Graduada em Comunicação, Direito (UFRJ) e  Didática da Língua Inglesa (UERJ), fez cursos de pós-graduação em tradução e interpretação na PUC-Rio e na Georgetown University. Seu romance de estréia, O Cisne e o Aviador (editora Rocco, 2014), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.  Atuou em diferentes postos no Jornal do Brasil e em O Globo, onde foi titular da coluna Bem-Estar, e colaborou com as editoras Campus/Elsevier, Imago, Objetiva e Rocco. É diretora do Museu Judaico do Rio de Janeiro e autora do livro Judeus da Leopoldina. É atualmente sócia de uma pequena agência literária no Rio de Janeiro.




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Paris-Brest

Paris-Brest

Nunca entendi direito este apego de certas pessoas por trens. Também faço parte destes nostálgicos. Cantado a Maria-Fumaça. Os pés esmagados num vagão da CPTM. Todos esprimidos como sardinhas em lata. Sem óleo, obviamente. Nesta era dos bio.  Dos lights. E dos desnatados. Sem gorduras trans. Sódio. Ou qualquer outro glutenzinho malévolo que venha atazanar a nossa taxa de colesterol. Desamantegaram os meus croissants. Os pastéis foram para o forno. E o torresminho, destronado, vingou-se tomando um caldo de cana sem sacarose. Sôbolos rios que vão. Pelo brejo, talvez. Ou não. De todo modo, sempre gostei de trens. O meu primeiro foi até Rio Claro. Era um trem especial que tinha um nome esquisito. Hoje nem tchuc-tchuc eles fazem. Silenciosos. Velozes. A bala. Recuso-me a associar minha velha e nostálgica Maria-Fumaça a qualquer metáfora bélica. Meus trens não são a bala. Mas de bala. Cada vez que entro num deles, vingo-me. Cantando o jingle  do baleiro rodando. 


Le TGV numéro 4440, à destination de Brest, départ 12H01 partira voie 6. Il desservira. Voz docinha. Essa tem bastante sacarose. E até anelina. E eu gosto. Lembra a da mocinha  que sai nos alto falantes dos aeroportos no Brasil. Voo número 389 para Teresina. Embarque imediato. Meu amor. Portão 2. Mas antes passe aqui para um cafuné. Eu iria. E eu vou. Aqui. Cantando.  O roda-roda-roda-baleiro-atenção. Hoje meu trem vai para Brest. Eu desço em Rennes. Paris-Brest. Como o docinho. Pâtisserie en forme de couronne, composée d'une pâte à choux fourrée d'une crème mousseline pralinée, garnie d'amandes effilées. Tchuc-tchuc. E lá vou eu. No meu trem recheado de mousselina. Com um livro coberto de amêndoas. O livro é de Alexandre Staut. Ele também é um Paris-Brest. Que li. E gostei. E comi. Como Ezequiel. Devorei-o. Todinho. É doce como mel. E só sobrou o prólogo que hoje publico. Mas atenção. Leiam rápido. Pois ainda não almocei. E o baleiro já começou a rodar.
Leonardo Tonus

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Reescrevendo Trufault

Por Alexandre Staut

Uma das primeiras lembranças que tenho da França vem de “O garoto selvagem” (1970). Assisti ao filme numa madrugada, como tantas outras, na sessão Coruja, no fim dos anos 1980. François Truffaut, o diretor, inspirou-se em fatos reais de 1700 e pouco. A história fala de um garoto de idade indefinida, 11 ou 12 anos, aparentemente surdo-mudo, que grunhia e se movia como quadrúpede, numa floresta francesa, apartado da civilização e da espécie humana.
Logo nas primeiras cenas, o menino de cabelos longos e desgrenhados cheira o solo. Procura bolotas, cogumelos e raízes, que lhe servem de alimento. Em seguida, ele é capturado por caçadores e levado a um vilarejo. Vai viver com um médico (interpretado pelo próprio Truffaut) e vira atração entre as crianças do lugar.
Maravilhada com o esquisitinho, a meninada monta em seu lombo, como se fosse um burrico, divertindo-se ao perceber que o forasteiro se comporta mais como bicho do que como gente.
O filme se desenvolve a partir das tentativas do médico de modificar o comportamento do menino. Ele é batizado de Victor, tem o cabelo cortado e esfregam a sua pele para retirar-lhe a sujeira.
No entanto, Victor resiste ao mundo civilizado. Morde enfermeiros do instituto de surdos-mudos de Paris que tentam se aproximar para saber um pouco mais da vida que levava escondido no mato.
Nas anotações que faz sobre a descoberta, o médico escreve que o rapazinho não liga para os sons da voz humana, mas pode despertar de um sono profundo ao ouvir o barulho de uma noz quebrando. Nas tentativas de lhe apresentar o verniz da civilização, o homem o ensina a andar como um bípede, apresenta-lhe sapatos e mostra como beber leite educadamente numa cumbuca.
Aliás, a primeira palavra que Victor fala é lait (leite).
Os progressos na comunicação acontecem principalmente por meio da alimentação, sempre ao redor de uma mesa. É também em torno da mesa que o garoto recebe o seu primeiro castigo, por maus modos. É trancado num armário escuro e, quando sai, chora pela primeira vez. Entre avanços e fugas para o meio do mato, ele resolve encarar a vida em sociedade, com suas alegrias e mazelas.
Esse filme me acompanha há pelo menos três décadas. Depois de assisti-lo na TV, comprei o DVD e já o vi num festival sobre Truffaut, num cinema obscuro da periferia de Paris. Um dos meus maiores fetiches literários é reescrever essa história a partir do roteiro do cineasta, ou seja, fazer o inverso do que se costuma fazer quando se adapta uma obra literária para a tela grande.
Não sei se um dia vou conseguir realizar tal projeto. Em todo caso, há uns anos, me dei conta de que vivera história semelhante à de Victor. Foi, mais precisamente, em 2002, quando aportei num pequeno vilarejo francês, chamado L’Aber Wrach, ao norte da cidade de Brest, no oeste do país.


Não que eu queira fazer qualquer alusão ao mito do bom selvagem americano frente ao homem civilizado. Quero contar apenas que, no começo do outono de 2002, vi-me num lugar do qual não conseguia entender costumes, comportamentos. Estava eu lá sem falar e sem entender uma única palavra da língua local, o francês. Mas, antes de contar essa história, é preciso dizer que a minha aventura envolvendo a França começou uns anos antes.
Vislumbrei morar no país ainda no século passado, em 1999, numa temporada de um ano em Londres, período em que lavei louça e fui ajudante de cozinha em restaurantes. Lá, conheci chefs e cozinheiros franceses, em meio aos banquetes em que trabalham tantos brasileiros até os dias de hoje.
Nas cozinhas de hotéis pelos quais passei, The Chesterfield Mayfair, por exemplo, vi pela primeira vez cozinheiros uniformizados, de toque na cabeça, adorno que os coroava como se fossem de uma linhagem especial e principesca. Vi também alguém coar um molho de vinho tinto púrpura e aromático num utensílio de inox chamado chinois. Ouvi pela primeira vez a palavra fouet e alguém se referir ao fogão industrial de seis bocas como “piano”.
Foi na cozinha de um desses hotéis grã-finos que criei o meu primeiro colis de fruits rouges, onde também experimentei pela primeira vez um cassoulet ou um peixe assado com molho beurre blanc.


Um ano e meio depois, de volta ao Brasil, fui escrever sobre gastronomia em publicações nacionais. Sou jornalista e escrevi minha primeira matéria sobre culinária no caderno Variedades, do extinto Jornal da Tarde, a convite dos editores Sérgio Roveri e Regina Ricca.
Na época, o jornal contava com Saul Galvão como crítico da área; eu ficara responsável por reportagens que envolviam culinária, restaurantes e comportamento. Era um momento em que o Brasil começava a despertar para o mundo dos temperos e sabores.
Depois da breve passagem pelo jornal, trabalhei no núcleo de revistas da Folha de S.Paulo, onde fiz mais reportagens sobre restaurantes. Era o responsável por receber semanalmente a crítica do Josimar Melo, que saía no Guia da Folha, às sextas-feiras.
Em meio a chefs, cozinheiros e donos de restaurantes que conheci nesse entreato, alguns se tornariam bons amigos e me estimulariam a viajar para a França. Por sorte, surgiu o convite para passar uma temporada nos arredores de Brest, mais especificamente na cozinha de um restaurante por lá.
Mesmo sem ter a mínima pretensão de me tornar chef, cozinheiro ou coisa do gênero – minha história sempre esteve relacionada às letras e palavras –, senti uma espécie de chamado de alma para me mudar de mala e cuia para a Europa. É dessa experiência que o livro Paris-Brest trata.

Paris-Brest de Alexandre Staut
(Companhia Editora Nacional)

Lançamento no dia 27 de setembro, 
na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, 
em São Paulo
entre 19h e 21h30

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Alexandre Staut é jornalista e escritor. É autor de dois romances e um livro infantil. É o idealizador e o editor da revista literária São Paulo Review.  O texto acima é o prólogo de ‘Paris-Brest’