sábado, 14 de maio de 2016

Ética e literatura


Ética e literatura

A relação entre ética e literatura não data de hoje, mesmo se há décadas a literatura deixou de ter uma função puramente edificante. Nada nos impede, no entanto, de observar hoje na produção literária recente o retorno de uma postura moral através da imaginação. Como sublinha Sandra Lugier, o conteúdo moral das obras literárias atuais não se reduz a edificações ou julgamentos morais. Ele se forja, antes, nas relações que se estabelecem entre experiência moral e a especificiadade humana desta experiência. O mundo imaginário, que é a literatura, pode de fato adquirir uma maior pertinência quando o acessamos a partir do discurso ético que ele contem. Neste sentido como pensar e repensar as relações se  organizam entre literatura e ética na contemporaneidade ? Permanece a literatura ainda um objeto instrumentalizado a serviço de um pensamento, visão de mundo ou valores que determinam uma lei ? Ou ter-se-á esta transformado em elemento verdadeiramente destabilizador de uma ordem pré-concebida, tornando-se, assim, um espaço privilegiado do negativo ou de um certo  inconformismo não assimilável? Como se posiciona (e há se posicionar) a produção literária nacional perante a grave crise de valores  que atravessa o país ? Estas e outras questões foram debatidas no encontro realizado com os escritores Andrea Nunes, Mário Araújo e Krishna Monteiro no âmbito da 3° edição do Printemps Littéraire Brésilien em Paris.



Ouçam o debate gravado no dia 30 de março na Fondation Calouste Gulbenkian em Paris cliquando no link abaixo :




Ethique et littérature
Com Mário Araujo, Krishna Monteiro e Andrea Nunes
Moderação : Leonardo Tonus, Renata Klipel e Mateus Tim (Université Paris-Sorbonne)



Krishna Monteiro nasceu em 1973, no Paraná. Graduou-se em economia e fez mestrado em ciências políticas na Universidade Estadual de Campinas. Depois de uma breve passagem pelo jornalismo, em 2008 ingressou na carreira diplomática. Trabalhou como vice-chefe de missão da embaixada brasileira no Sudão, como cônsul adjunto do Brasil em Londres e na embaixada do Brasil na Índia, onde encontra-se atualmente. Foi editor de textos literários da revista Juca-diplomacia e humanidades, publicada pelo Itamaraty, e ajudou a criar o blog Jovens Diplomatas. Em 2015, estreou como escritor com o livro O que não existe mais (Tordesilhas Livros), que será lançado na França pela Editions Le lampadaire.



Andrea Nunes é Promotora de Justiça de combate à corrupção em Recife e autora dos romances policiais O código Numerati e A corte infiltrada. Com O código numerati, lançado em 2010, alcançou em três ocasiões o primeiro lugar entre os mais vendidos de ação e aventura da plataforma digital amazon.com. O livro se mantém até essa data muito bem colocado entre as histórias de espionagem e intriga da amazon.com, sendo a única obra brasileira a figurar entre as primeiras colocações nessa categoria. Já com A corte infiltrada, a autora ganhou em janeiro de 2015 da Academia Pernambucana de Letras a menção honrosa como melhor escritora nordestina do ano de 2014 (Prêmio Dulce Chacon), além de ter sido convidada pela Universidade da Sorbonne para participar do evento Primavera Literária brasileira -2015, em Paris,ocasião em que proferiu palestra sobre A nova literatura policial brasileira. O destaque dado ao seu livro A corte infiltrada se atribui à inovação que promoveu trazendo à Literatura Brasileira o gênero do suspense erudito, e às informações verídicas que inseriu na obra, acerca da infiltração do crime organizado nas instituições de Poder no Brasil. No prelo para lançamento em 2016, seu novo romance policial Alquimia gira em torno da morte de um enigmático boticário francês, e mergulha no universo das assombrações do folclore brasileiro e suas relações com os antigos mistérios do hermetismo na Europa.



Mário Araújo nasceu em Curitiba-PR. Em 2006, seu primeiro livro de contos, A Hora Extrema, publicado pela editora 7Letras, recebeu o prêmio Jabuti na categoria “Contos e Crônicas”. Seu segundo livro de narrativas breves, Restos, publicado em 2008 pela Bertrand Brasil, recebeu elogios de nomes importantes do meio literário como Millôr Fernandes e Cristovão Tezza. Participou das antologias Entre as quatro linhas, Nado libre – narrativa brasileña contemporánea, 48 contos paranaenses, Quatro Estações e Partículas subatômicas, editadas no Brasil, Alemanha, Finlândia, Espanha e México. O conto « A Hora Extrema » foi publicado na revista literária da Universidade de Dartmouth, Estados Unidos. Tem publicado contos e crônicas em blogs, revistas e jornais brasileiros. Atualmente reside em Roma e acaba de terminar seu primeiro romance.Sua página na internet é www.marioaraujo.net.

«É mais do que um evento.  É um movimento »
Com a palavra Maurício Vieira que comenta na Revista Pessoa sua participação na 3° edição do Printemps Littéraire Brésilien


Webiste oficial do Printemps Littéraire :   Printemps Littéraire Brésilien




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