sexta-feira, 26 de junho de 2015

Poésie entre deux rives/ Poesia entre duas margens

POÉSIE ENTRE DEUX RIVES

Revivez les tables-rondes qui ont parlé de littérature et d’actualité sur le stand du Centre National du Livre pendant le Salon du livre de Paris de 2015 !

Entre deux rives, voici le territoire qu’habitent ces poètes. Une écriture à contre-courant située entre poésie et performance, animée par le principe même d’indétermination.  

Avec Lu Menezes, Ricardo Aleixo, Patrick Quillier et Sophie Quetteville.

Cliquez sur le lien  : Centre National du Livre 




POESIA ENTRE DUAS MARGENS

Revivam as mesas-redondas em torno da literatura brasileira e da atualidade no stand do Centre National du Livre durante o Salão do Livro de Paris de 2015!

Entre duas margens, eis o território onde habitam os poetas. Um escrita à contra-mão situada entre poesia e performance, animada pelo princípio mesmo de indeterminação.

Com  Menezes, Ricardo Aleixo, Patrick Quillier et Sophie Quetteville

Clicar no link : Centre National du Livre




Um pouco de leitura


COMPASSO-CORPO
Lu Menezes

Como o compasso-corpo de um camelô que na praça
traça círculos de carne em torno de si,

ou curva tesoura
para poda curvilínea de jardim japonês

é e não
da ordem do Corpo

esse Midas fugaz que em nós
mesmos nos muda

Um modo
de estar no instante o propicia

Um uno e elástico
modo que ao milímodo mundo se alia





Cabeça de serpente
Ricardo Aleixo

a serpente morde a própria cauda. a serpente pensa que morde a própria cauda. a serpente apenas pensa que morde a própria cauda. a serpente morde a própria cauda que pensa. a serpente morde a própria cauda suspensa. a serpente pensa que a própria cauda morde. a serpente pensa com a própria cabeça. a serpente sonha que simula o próprio silvo. a serpente sonha ser outra serpente que simula o próprio sonho e silva. a serpente pensa e silva selva adentro. a serpente sonha que pensa e no sonho pensa que as serpentes sonham. a serpente pensa que sonha e no sonho pensa o que as serpentes pensam. a serpente morde sem pensar no que pode. a serpente pensa que morde a própria causa. a serpente pensa e morde em causa própria. a serpente pensa e morde apenas o que pensa. a serpente pensa que pensa e morde o que pensa. a serpente morde o que pensa e o que morde. a serpente pensa o que pensa a serpente. a serpente se pensa enquanto serpente. a serpente se pensa enquanto ser que pensa. a serpente pensa o que pensam as serpentes. a serpente morde o que pensa a serpente. a serpente morde o que mordem as serpentes. a serpente morde o que pode. a serpente pensa em se morder. a serpente morde sem pensar o que pode. a serpente morde sem pensar o que morde o que pode. a serpente morde o que morde. a serpente morde enquanto pode. a serpente pensa sem palavras. a serpente só não pensa a palavra serpente. a serpente só não morde a palavra serpente. a serpente pode o que pode sem palavras. a serpente morde o que pode sem medir palavras. a serpente mede de cabo a rabo a própria cabeça. a serpente emite a própria sentença. a serpente morde a própria cabeça


[de Modelos vivos]



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sangue português

António Soares,No terrasse do Café des Plaires, 1925
SÓ SE VESTIA DE PRETO


Minha mãe só se vestia de preto,
Nenhuma outra cor,
Só o preto
Cobria a magreza
De seu esqueleto.

No inverno
Envolvia-se num manto de treva,
Passiva e absoluta,
Num luto sem esperança.

Desde que o  caçula se fora,
Depois de brancas horas de angústia,
O negror se instalou dentro dela
Como a morte de um sol.

Às vezes, o seu colo me parecia uma nuvem preta,
Inchada de chuva,
O seu coração era um oceano
De águas profundas
Onde ela singrava,
Impávida,
Como um navio de velas negras.

Era boa conselheira,
Carregava seu fardo preto
Com a dignidade e a renúncia
De uma noite sem lua.

Montara um cavalo
Ora branco,
Ora preto
Pelo pasto da tristeza.

Só se vestia de preto,
A minha mãe.
      


Marco Kabenda
ALMA E LAMA

Quando foi que a lama se transformou em alma?
Era tudo brejo,
Terra agitada,
Fermentada
E plástica,
Solo palpitando de bolhas,
De larvas,
De insetos,
Rabinhos com olhos de feto
E vieram o sopro,
O ar nos pulmões,
A vida pelo sangue,
Pelo fígado,
Pela medula e ossos,
Pulsando quente
Como chama.

Quando foi que a alma se transformou em lama?
Era tudo espírito,
Energia,
Fio de prata,
Palavras e gestos,
Imagens que brotavam
Do intelecto,
De uma fonte de amor
Luminosa e intacta
E vieram os desejos,
As paixões,
As trevas,
A ausência de sombra
E a alma rolou no lodo,
Vagando
Como um fantasma.

Corpo nu,
Contaminado,
Enterrado na lama,
Tumor que lateja
Coberto de lesmas,
Lêndeas
E gosmas;
De repente, as águas da chuva
Lavam o corpo
E da boca
Sai uma borboleta.

Lama e alma,
Apenas uma asa,
Uma letra.

                          
Arte urbana em Dili ( Timor-Leste)

PROFESSOR EM  TIMOR-LESTE   
                              
Bem-vindo, professor,
Às terras de Timor-Leste,
Este gigantesco crocodilo
Tranformado em ilha,
Cravado na Ásia com seu couro verde
E olhos de fogo celeste.

Bem-vindo, professor,
Há séculos
Falamos português,
Língua perfumada como o sândalo,
Também o tétum
E outros dialetos,
Mas nosso afeto
É o português.

Estranho, não é mesmo professor?
Essa arcaica lealdade ao colonialista,
Esse latim salpicado
Pelas folhas das palmeiras,
Colhido nos cestos
Com a cera das abelhas,
Mas essa língua é nossa identidade,
Nossa sede de comunicação,
Nosso labor.

Tão longe Lisboa,
Tão perto a Indonésia,
Mas nosso inconsciente está lá
Em Portugal, professor,
Não comemos o prato de lentilhas
Que os indonésios nos deram,
Não tememos o seu poder desordenado
E conquistador.

Pagamos muito caro a rebeldia, professor,
Milhares dos nossos foram separados da família,
Colocados à força em caminhões,
Assassinados,
Nossas florestas queimaram
Em ondas de napalm,
Não restou nada,
Nem uma única flor.

O senhor é do Brasil, professor,
Bem-vindo,
Veio nos ajudar,
Sei que tem espírito formador,
Junte tudo:
 Nossa  dor e poesia,
Nossos totens e utopias,
Façamos uma ponte entre nós,
Em português.

Poemas da Antologia Sangue Português (São Paulo: Arte&Ciência, 2013)


RAQUEL NAVEIRA nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 23 de setembro de 1957. É escritora, formada em Direito e em Letras, professora universitária aposentada pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Mestre em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo e Doutora em Língua e Literatura Francesas pela Universidade de Nancy, França. Apresentadora do programa literário “Prosa e Verso” pela TV UCDB (2000-2006) e do “Flores e Livros” pela UP TV e pela ORKUT TV. Escreveu vários livros de poemas, entre eles Abadia (Rio de Janeiro: Imago, 1996) e Casa de Tecla (São Paulo: Escrituras, 1999), finalistas do Prêmio Jabuti de Poesia. Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, da Academia Cristã de Letras de São Paulo e do  PEN Clube do Brasil. Escreveu também ensaios como em Literatura e Drogas- e outros ensaios (Rio de Janeiro: Nova Razão Cultural, 2007) ; livros infantis como Pele de Jambo (Belo Horizonte: RHJ editora) e Guto e os Bichinhos (Campo Grande: Alvorada, 2012). Publicou recentemente Sangue Português: raízes, formação e lusofonia (São Paulo: Arte&Ciência, 2012) e o romance  Álbuns da Lusitânia (Campo Grande: Alvorada). Dá palestras e cursos de literatura.







sexta-feira, 19 de junho de 2015

Drible

Drible

Sérgio Rodrigues – O drible
São Paulo: Companhia das Letras, 2013

Valdemar Valente[1]

Nelson Rodrigues, em uma de suas crônicas, afirma que “nossa literatura ignora o futebol” e reitera: “Nossos escritores não sabem cobrar um reles lateral” (Rodrigues, 1997, p. 70). Sobre essa máxima, a narrativa brasileira, de algum modo, concorre para que o país pentacampeão mundial não ratifique nas letras o destaque no futebol. Nos últimos anos, contudo, essa situação tem se mostrado diferente, a partir de uma série de textos de ficção sobre o esporte das quatro linhas. Assim, O drible, romance de Sérgio Rodrigues, constitui-se na possibilidade de o futebol associar-se como tema à literatura contemporânea. Tendo o jornalismo esportivo como meio capaz de estabelecer vínculos com a memória de um tempo, o texto configura situações surpreendentes.
A crônica de Murilo Filho é o pontapé inicial da narrativa como motivo que faz do drible de Pelé no goleiro uruguaio Mazurkiewicz um acontecimento recriado como matéria épica. Por sua vez, Neto, o filho de quem se reaproxima, não é nem um pouco atraído pelos lances imortalizados nas repetições em vídeo. O gol perdido por Pelé na partida semifinal da Copa do Mundo de 1970 entrou para a história como jogada de gênio. Para Murilo Filho, tudo seria diferente depois do gol perdido. No entanto, a beleza do futebol não vive dos lances excepcionais, mas das imagens registradas em sua memória, na qual pontifica Peralvo, um craque excluído do rol da fama. O futebol tem seus caprichos e, do mesmo modo que o chute de Pelé riscou a trave direita dos uruguaios, Peralvo consagra-se apenas em seu afeto.


O reencontro entre pai e filho tem no futebol um elo responsável pelo quase improvável. A volta ao passado remete ao tempo do futebol como essência de um estilo que consagrou alguns craques e postergou outros tantos. O passado é imutável, mas se faz preciso ir até ele, o que Neto se delibera a cumprir quando visita o pai. Da memória do cronista jorram narrativas sobre ídolos, o que serve ao filho para cerzir o tecido esfarrapado pela ausência. O futebol recompõe cenas perdidas no tempo, quando o leitor se vê impelido a participar de acontecimentos importantes da história brasileira. O culto aos ídolos do futebol revela reminiscências, trazendo do fundo do baú o fio de uma esperança que implica essa aproximação. Neto, que pouquíssimas vezes acompanhara o pai aos jogos, passa à condição de depositário de suas memórias.
A relação do filho com a atividade de cronista do pai resume-se a poucas lembranças, entre as quais as de cronistas como João Saldanha, Armando Nogueira e Nelson Rodrigues. Do último, guarda a marca de suas frases de efeito, a exemplo do “envelheçam” (Rodrigues, 1997, p. 93), que dizia aos mais jovens. O Maracanã, por sua vez, é uma imagem distante, e Murilo Filho pontifica na crônica esportiva e na boemia carioca, não lhe restando tempo para mais nada senão reafirmar seu prestígio. A ideia de fazer com que o filho atuasse nos dentes de leite do América não passou de um capricho do jornalista vaidoso. Neto submete-se ao sadismo do pai, sendo alguém para quem o futebol nada representa.
Nesse reencontro, a pergunta sobre o suicídio de sua mãe tem do pai a resposta sobre um ex-jogador do Bangu que também se suicidou. Assim, O drible traz de volta as lembranças como acerto de contas, partindo de um encontro que pavimenta o descaminho entre pai e filho. Murilo Filho, torcedor do América, tem sua crônica condenada à obsolescência, como a crise que se abate sobre seu clube de coração. O cortejado homem de imprensa tenta juntar os cacos da memória gloriosa com o que resta do futebol. Idas e vindas trazem Neto do passado ao presente, quando vai ao Recanto dos Curiós visitar o pai que lhe recompõe o território da ausência a partir da história dos grandes craques. O revisor de livros medíocres recupera no cronista a explicação do passado em suas lacunas.


A exemplo de Bentinho, que tenta unir as duas pontas do novelo, a partir das memórias da infância em Mata-Cavalos, recuperada na réplica da casa que manda construir no Engenho Novo, Murilo Filho é uma espécie de Dom Casmurro que busca recontar a crônica que o liga ao filho. No entanto, Neto se compraz em conquistar garçonetes, balconistas e caixas de farmácia, ao entabular uma carreira de sedutor, ainda que extremamente modesta, se comparada com a de seu pai. Além das aventuras amorosas, coleciona botões e rótulos de produtos com o prazo de validade vencido, recuperando o universo das coisas em desuso, a exemplo do exercício de memória de seu pai. Desse modo, pai e filho praticam quase o mesmo jogo.
O resultado de Brasil e França pelas semifinais da Copa do Mundo de 1958 talvez fosse outro se o meio-campo francês Jonquet não tivesse a perna quebrada em um choque com o atacante brasileiro Vavá. O futebol limita-se ao imponderável. O estilo de craques como Garrincha, Cruyff, Gérson, Maradona, Puskas, Didi, Falcão e Zidane é jogado na lata de lixo da história, quando o futebol discrepa da ficção, já que os deuses desse esporte nem sempre estão de plantão. Por isso, remete-se a um homem solitário, um jogador extraordinário que passou sem que quase ninguém o tenha percebido. A memória delimita seu espaço de atuação tendo em vista a recuperação de quem, como ele, foi esquecido. Assim, Peralvo é retirado das cinzas do passado para integrar-se ao derradeiro livro do cronista decadente em um culto crepuscular ao futebol como metáfora do país.
O menino de Merequendu foi um jogador excepcional. Desse modo, a diegese muda de lugar, quando o cronista dá início à história de Peralvo, assumindo a primeira pessoa do discurso. A narrativa adentra caminhos de terra, a partir da precariedade do futebol do interior, onde, sobre a carroceria de um caminhão, o América de Merequendu, de uniformes puídos e chuteiras rasgadas, conta com o talento de Peralvo. Do América de Merequendu para o homônimo do Rio de Janeiro, dois anos depois da chegada de Murilo Filho à Cidade Maravilhosa. O cronista esportivo consagra-se em pouco tempo, indo ao América para ver os treinos de Peralvo, que amarga a reserva ante a incúria dos dirigentes. Daí um passo para apresentar o jogador às altas rodas da noite carioca como um novo Pelé. A ascensão no jornalismo esportivo coloca Peralvo no topo das matérias do Jornal dos Sports, construindo uma lenda que serve para reatar o fio de uma memória que se perdera na vinda de Murilo Filho de Merequendu para o Rio de Janeiro.


As narrativas se entrecruzam quando Neto, na cama de um motel com Gleyce Kelly, caixa da farmácia Belacap, trata sobre o fim da banda Kopos, na década de 1980, quando toma a namorada de Franco, parceiro em “Lobisomem punk”, hit da banda. A narrativa dá espaço ao romance de seu pai com Lúdi, a namorada que roubara do parceiro musical. Daí separar-se do pai por 25 anos. Em certo momento, ocorre a associação do cronista, suposto colaborador do regime militar, ao cantor Wilson Simonal, que foi do estrelato ao ostracismo, envolvido em um caso de extorsão e sequestro. Do mesmo modo, Murilo Filho pertence ao passado como o futebol glorioso, a que rememora o Jornal do Brasil, para o qual escrevera, e mesmo Wilson Simonal, transformado em sinônimo de delação. As experiências de Neto com o Santo Daime e a terapia freudiana não dão conta da realidade medíocre do trabalho de revisor que lhe completa o que a mãe lhe deixara como herança.
As visitas de Neto ao pai lhe dão a ideia de que este não quer morrer sem antes poder entender o Brasil a partir do futebol e da mistura de raças como parte do processo de formação da nacionalidade. Para o filho, no entanto, o Brasil acabou, se é que algum dia tenha chegado a existir. A partir das reflexões de Neto, em conversas com o amigo Maxwell Smart, segue-se a constatação de que tudo já se constitui em ruína, seja o futebol que Murilo Filho busca resgatar, sejam as quinquilharias de que Neto é colecionador. O revival substitui a história, interessando apenas o detalhe fetichista descontextualizado. As mercadorias transformam-se em lixo, decretando o fim da história, o fim da arte, o pós-tudo. Por isso, o ódio que destila contra o pai, acusando-o, tem como resposta narrativas sobre craques como Nelinho, Rivelino, Ademir da Guia e Jair Rosa Pinto. Além disso, a senilidade de Murilo Filho o faz recorrer ao Viagra para manter um relacionamento com Uirara, mulher do caseiro Josué.
O futebol tem muito de imaginação, daí a superstição que o acompanha, a exemplo do cachorro Biriba, talismã do Botafogo; do Sobrenatural de Almeida, personagem de Nelson Rodrigues; ou da obsessão de Zagallo, último guardião dessa tolice, pelo número 13. Mas, na verdade, o que conta é o talento. Peralvo tinha dons paranormais, antecipando-se ao que iria acontecer na partida, ao identificar a cor da aura de cada adversário. Ao se transferir para o Vasco da Gama, seus dons passam a ser manipulados por um dirigente sem escrúpulos, resultando em absoluto fracasso, em uma partida contra o Santos, quando é obrigado a abrir mão de seu estilo para marcar Pelé. Traído pelos espíritos, Peralvo é agredido por torcedores, que lhe esmagam as pernas com barras de ferro, decretando o final de sua carreira.  Morre enforcado, anos depois, em uma cela do quartel da Polícia do Exército, na Rua Barão de Mesquita.

A narrativa do mesmo modo serve para detectar um ponto de interseção, espécie de linha limítrofe entre a euforia por mudanças sociais que antecedeu o golpe militar e a vigência do regime de exceção que amordaçou artistas, intelectuais, líderes sindicais e políticos de oposição. Em que pese essa violência, evidenciou-se um período anterior de plena liberdade democrática, quando se convencionou chamar os chefes da nação por apelidos carinhosos como JK e Jango, seguindo-se a isso a catadura dos chefes militares sem o menor carisma ou qualquer relação de proximidade com a população. A isso pode ser acrescido, no âmbito do texto, a distinção que o autor estabelece entre a primeira-dama Maria Tereza Goulart, considerada uma das mulheres mais bonitas do país, e a figura do Marechal Castelo Branco, um viúvo carrancudo e mal-humorado que sintetiza a imagem da truculência que se impõe com o advento da ditadura.

Referências

RODRIGUES, Nelson (1997). Flor de obsessão: as 1.000 melhores frases de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras.

Texto originalmente publicado no número 45 da revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, disponível em:  http://goo.gl/6pv8wi
 
Ricardo Barberena, Sergio Rodrigues, Edney Silvestre e Leonardo Tonus
Printemps Littéraire Brésilien - Sorbonne 2015




[1] Doutor em ciência da literatura e professor de literatura brasileira da Universidade Castelo Branco e da Faculdade Paraíso, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. E-mail: valdemarvalente@gmail.com

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Portugais à la Sorbonne

Portugais à la Sorbonne
 
Venez étudier le portugais 
à l’Université Paris-Sorbonne

ü  Licence de portugais-Français Langue Etrangère ( Licence Fli)
ü  Licence Portugais (Langue, Littérature et civilisation) : Spécialisation traduction et linguistique ou Spécialisation Français Langue Etrangère
ü  Bi-Licence Portugais-Espagnol
ü  Bi-Licence Portugais Lettres modernes
ü  Bi-Licence Portugais Lettres modernes appliquées
ü  Licence LEA (Droit, Economie et langues des Affaires)
ü  Diplôme d’Université – Langue portugaise et cultures lusophones

ü  Master Etudes Lusophones.
ü  Master LEA (Droit, Economie et Langues des affaires)
ü  Master Professionnel - Etudes ibériques et latino-américaines appliquées, entreprises et échanges internationaux.
ü  Doctorat Etudes Lusophones
           
ü  Stages linguistiques au Brésil, au Portugal (Faro, Porto, Lisbonne, Coimbra, Braga), en Italie(Venise), en Espagne (Salamanca) et en Allemagne( Berlin).
ü  Voyage d’étude au Portugal et au Brésil
ü  Tutorat et groupes de recherche
ü  Activités culturelles, conférences, concerts et colloques.
ü  Rencontres avec des écrivains portugais, brésiliens

Pré-inscription obligatoire jusqu’au 19 juin 2015.

Plus d’informations sur les liens 
Pré-inscription :http://www.paris-sorbonne.fr/etape-inscription?t=1
Formation :http://vof.paris-sorbonne.fr/fr/index.html

http://www.paris-sorbonne.fr/



Venha estudar português na 
Universidade da Sorbonne 

ü  Licenciatura em Letras Português-Francês Língua Estrangeira ( Licenciatura Fli)
üLicenciatura em Letras Português (Langue, Littérature et civilisation) : Especialização em tradução e linguística  ou especialização em Francês Língua Estrangeira.  
ü  Dupla licenciatura Português-Espanhol
ü  Dupla Licenciatura Português-Francês
ü  Dupla Licenciatura Português- Francês aplicado
ü  Licenciatura de línguas aplicadas
ü  Diploma universitário - Langue portugaise et cultures lusophones


ü  Mestrado Etudes Lusophones.
ü  Mestrado Línguas aplicadas ( Droit, Economie et Langues des affaires)
ü  Mestrado profissional - Etudes ibériques et latino-américaines appliquées, entreprises et échanges internationaux.
ü  Doutorado Etudes Lusophones
           
ü  Estágios Linguísticos no Brasil, em Portugal  (Faro, Porto, Lisbonne, Coimbra, Braga), na Itália (Veneza), na Espanha (Salamanca) e na Alemanha  Berlim).
ü  Viagem de estudos a Portugal e ao Brasil
ü  Tutorado e equipe de pesquisa
ü  Atividades culturais, conférências, concertos e colóquios.
ü  Encontros com escritores portugueses e brasileiros.  
ü   
Pré-inscrição obrigratória até 19 de junho de 2015

Mais informações nos links 

Pré-inscrição :http://www.paris-sorbonne.fr/etape-inscription?t=1
Formação :http://vof.paris-sorbonne.fr/fr/index.html

http://www.paris-sorbonne.fr/


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Nada

Nada
[palavrarquitetada]

Wlaumir Doniseti de Souza(*)


Michelangelo Buonarroti - La Creazione di Adamo,1511


Viestes a mim
Fui ao teu encontro

Mimese da natureza
Arte reproduzida
Iluminação cessada
Arte sem verdade
Nada de ser

Me entrego a ti
Como discípulo ao mestre
Ânsia e Náusea
Tudo pode ser

Big Bang Moderno
Início para além da vida
Qual grego antigo
O todo sem sentido
Torna-se organizado

Wlaumir Doniseti de Souza é poeta e possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1992), graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação S. Luis de Jaboticabal (1997), mestrado em História [Franca] pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997) e doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003). Tem experiência na área de Educação e administração escolar, com ênfase em Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia, didática, ética, história e sociologia - voto distrital, primeira república e império., gênero, ultramontanismo, romanização, igreja, política, educação, políticas públicas, planejamento, escola, aprendizagem, poder local, cafeicultores e política, processos migratórios. Autor de Versos e reversos do amor publicado pela Editora Chiado.

Participe do projeto Palavrarquitetada. Para maiores informações, clique no link  :