sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Rabo de baleia

Rencontre avec la poétesse brésilienne
Alice Sant’Anna

Le mardi 7 Octobre 2014
16h00 – Salle 23

Université Paris-Sorbonne
Institut d’Etudes ibériques et latino-américaines
31, rue Gay-Lussac
75005 Paris


Organisation 
Eliézer Rodrigues (USP)
Camila Santos (Unesp)
 Leonardo Tonus (Université Paris-Sorbonne)


Alice Sant'Anna lançou os livros de poesia Dobradura (7 Letras, 2008) e Rabo de baleia (Cosacnaify, 2013). Em 2012, em parceria com Armando Freitas Filho, publicou Pingue-Pongue, impresso em serigrafia. Trabalha na revista Serrote, do Instituto Moreira Salles e escreve às sextas-feira na página "Transcultura", do Segundo Caderno (O Globo). Seus poemas estão em várias antologias, como a espanhola Otra Línea de Fuego – Quince poetas brasileñas ultracontemporáneas, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda.


Rabo de Baleia

um enorme rabo de baleia
cruzaria a sala nesse momento
sem barulho algum o bicho
afundaria nas tábuas corridas
e sumiria sem que percebêssemos
no sofá a falta de assunto
o que eu queria mas não te conto
é abraçar a baleia mergulhar com ela
sinto um tédio pavoroso desses dias
de água parada acumulando mosquito
apesar da agitação dos dias
da exaustão dos dias
o corpo que chega exausto em casa
com a mão esticada em busca
de um copo d’água
a urgência de seguir para uma terça
ou quarta boia e a vontade
é de abraçar um enorme
rabo de baleia seguir com ela

( Alice Sant’Anna, Rabo de baleia)

Rabo de baleia é o segundo livro da poeta carioca Alice Sant'Anna. São trinta e cinco poemas: intervenções no cenário cotidiano irrompendo sem aviso, como um rabo de baleia na superfície da água, para transformar a percepção do que parecia acabado e impermeável. Nas palavras da crítica Heloisa Buarque de Hollanda, Alice é sem dúvida uma protagonista da nova poesia no Brasil, e Rabo de baleia um livro "já definitivo". ( fonte blog Cosac-Naif)




Quando começa um poema ?



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