segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Todo africano nasce escritor



 Todo africano nasce escritor

Por Alexandre Staut

Para o escritor moçambicano Eduardo Quive, a escrita é um cordão umbilical, conforme ele diz. « À semelhança da maioria das crianças do meu país, não tive acesso à escrita e isso veio a agudizar-se pelo facto de estar fora da metrópole. Na verdade em Moçambique a cidade é um sonho. Nada há o que a torna realmente cidade. Tudo centra-se na palavra ‘capital’”, diz. Para encontrar bibliotecas, por exemplo, é preciso que se vá a Maputo, a cidade mais importante do país. Dessa forma, na infância passada no interior, a inspiração não veio dos livros, mas da noite e das crianças do seu bairro, que lhe contavam histórias de xitukulumukumbas (monstros). “Mas, efectivamente, quando tive o primeiro contacto com o livro gerou-me o susto que me custa a vida até hoje. Os contos de Suleiman Cassamo em O Regresso do Morto, os poemas de José Craveirinha em Karingana wa Karingana e Xigubo, bem como a rapsódica do tio Dinasse em Xikandarinha na Lenha do Mundo, de Calane da Silva tornaram-me naquele que já sabia que nos livros há outros meninos como eu, há sonhadores, imbecis também”, enumera.

Autor do livro de poesia Lágrimas da Vida Sorriso da Morte (2012), de Brasil e África: laços poéticos, escrito em coautoria com o brasileiro Valdeck Almeida de Jesus e dois escritores angolanos, Quive ainda participou de antologias na Itália e outros países lusófonos. Agitador cultural e criador de encontros e revistas literárias em seu país, lança no mês que vem um livro de entrevistas de escritores moçambicanos pela editora brasileira Kazuá, de São Paulo. Quive falou com o Études Lusophones, por email, sobre a literatura moçambicana, sobre seu processo criativo e literatura brasileira contemporânea. Leia a seguir:

Quais são os aspectos que mais chamam a atenção na literatura do seu país?
A literatura moçambicana tem o factor interessante de ser feita mais por natividade literária do que por gosto adquirido. O que quero dizer é que o escritor moçambicano tem a literacia dentro de si. Nós temos aqui escritores natos. É verdade que estes precisam de se cultivar. E há o factor curioso de haver este “conflito” dentro do autor entre a oralidade e a escrita. Muitas das nossas personagens literárias são fontes vivas, mesmo tratando-se de ficção. É como diz o escritor angolano Ondjaki, todo o africano nasce escritor, este continente está cheio de histórias/estórias, imagino que saiba, já pisou estas terras. O que me chama atenção é esse factor comum em quase todos os livros. A grande surpresa em mim, quando leio um autor moçambicano, não é a história em si, mas é notar que o que eu sei/vivo foi contado com alma e sangue. O grande tema recorrente, aliado a isso, são as guerras. Se se sai daí, entra-se directo para a sociedade e o tradicional. E também há o tema da esperança… Moçambique vive histórias bastante conturbadas, então isso é involuntário do próprio autor. Fazemos uma literatura engajada, ideológica e sanguínea. Uma literatura de causas para bem dizer.

E quando comparamos a literatura do seu país a outras de língua portuguesa?
Dentro do continente e se calhar porque todos os países de língua portuguesa africanos tem quase a mesma história, então quase a sensibilidade é a mesma. O que se difere é como os autores de diferentes países exercem essa literatura patriótica que também se pode converter em literatura política. Em Moçambique, nós temos bons escritores, mas há sempre aqueles que têm relação inflamada, não necessariamente com a pátria, mas com os rumos que toma. Sucedida a literatura do “amanhecer” ou do enaltecimento da nova república (famosa geração Charrua, criada a partir de 1982) em substituição da literatura de combate (literatura como forma de luta contra o jugo colonial), há um olhar mais crítico para a pátria actual. Quanto a Portugal e Brasil, vejo a nossa literatura mais próxima do Brasil. Como disse uma vez o professor-doutor Lourenço do Rosário, ainda há uma relação de colonizado e colonizador entre Moçambique e Portugal, embora, assuma-se os escritores moçambicanos tenham lido os clássicos portugueses. Mas é o Brasil que mais se faz sentir entre a nossa escrita e os escritores já vieram assumir isso. Eduardo White, tido como maior poeta vivo em Moçambique, já veio a declarar Carlos Drummond de Andrade como seu poeta. E podemos encontrar um pouco de Machado de Assis sobretudo na forma cómica que o escritor Aurélio Furdela tem tratado as suas acções fatídicas.



Quais temas, ainda não abordados, gostaria de ler nos livros dos autores moçambicanos?
É complicado responder esta pergunta. Hoje, nós temos no país escritores a desapegarem-se, cada vez mais abrem-se para o mundo, principalmente por parte dos poetas. Mas podia dizer que falta, por exemplo, que grandes reportagens sejam tratadas em livro. Ainda não estamos num país de total liberdade de criação isso porque se quer há como publicar esses livros. Falta, no entanto, libertar-nos dos curandeiros, feiticeiros, entre outros problemas que já foram muito bem explorados. E depois falta, principalmente na poesia, que se deixe de confundir sexo e sexualidade. Para mim, por exemplo, em literatura tem mais sentido que se explore a sexualidade que o próprio sexo. O sexo é óbvio e a sexualidade é uma descoberta. Entre outras coisas…

Mia Couto é muito conhecido fora de Moçambique. Mas e os outros autores? O que sugere como leitura a quem queira se iniciar na literatura do seu país, pensando-se na escrita contemporânea?
Mesmo no contexto dos autores dos anos 1980, há aqueles de quem as academias sempre passaram por cima. Agora que realmente tenho um contacto com professores de literaturas africanas no Brasil imagino as dificuldades de se obter livros moçambicanos sem que esses sejam editados no Brasil. Por isso ainda falaria de um nome antigo, mas que ainda não foi lido, ao meu entender, como merece, falo de Aldino Muianga (contista) e Amin Nordine (poeta). Mas, dos contemporâneos, se é que esse termo serve realmente para nós, sugiro Adelino Timóteo principalmente em livros como A Virgem da Babilónia, Nação Pária, e estes dois últimos livros Não Chora Carmen e Nós, os do Macurungo; tem também os contos de Lucílio Manjate, particularmente fascinou-me o seu romance Os Silêncios do Narrador e este último A Legítima Dor da Dona Sebastião, tem o Andes Chivangue em A Febre dos Deuses; o Midó das Dores em A Bíblia dos Pretos; pode-se ler a poesia de Tânia Tomé, Mbate Pedro, Léo Cote e Sangare Okapi, este último o que considero a verdadeira certeza da poesia moçambicana. Se fosse em altura própria podia dizer que se leia também o poeta Amosse Mucavele e Mauro Brito e interligando-os a outros três bons contistas Nélio Nhamposse (Matiangola), Japone Arijuane e Nelson Lineu. E temos uma boa poetisa a caminho, chamada Hirondina Joshua. Em fim, a grande dificuldade nisto tudo será conhecer estes escritores, porque certamente não será possível achá-los em grandes livrarias seja no Brasil, Angola e muito menos Portugal. Escolho estes nomes por encontrar neles o símbolo desse novo rumo da literatura moçambicana. Estes escritores demonstram que hoje, há novas leituras que feitas e que o país, fora Mia Couto, em curto espaço de tempo pode recolher prémios internacionais porque fazem uma literatura que ultrapassa o território moçambicano. Isso para mim é bom.

O que gostaria de falar sobre os seus personagens? Quais são os seus desejos?
Os meus personagens são engratos. Para comigo e para o leitor, certamente. E isso pode se calhar, notar-se na novela que espero publicar no próximo ano cujo título, caso não mude, será A Estranha Morte de João Barbosa Filho. O que acontece é que há respostas que eu próprio, na qualidade de seu criador não tenho sobre esses personagens e certamente, será uma tarefa especialmente para o leitor. Gosto de fazer esse jogo decifratório. Fazer com que eu próprio me sinta desconhecido das minhas criações. Mas acima de tudo penso que eu vaticino má vida aos personagens se calhar por questões de espaço em que vou encontrando o motivo para criá-los. Quanto ao meu desejo é sempre o de escrever, escrever sempre, e nunca escrever só por escrever. Escrever por causa e missão, nunca por tarefa.



E sobre os personagens da literatura moçambicana. O que os move?
Um dos maiores inventores de vidas ou de personagens, como queiramos, é o escritor Mia Couto, creio que não há muitas vozes contra isso. E os personagens de Mia Couto são gentes conhecidas, pessoas que convivem ao nosso lado ou nós mesmos. Acho incrível quando um escritor consegue, tão bem, tornar essas pessoas comuns em incomuns quando os encontramos nos livros de Mia. É um camponês normal que na escrita miacotiana conseguem ser verdadeiros profectas, pensadores e atiradores de provérbios. Podia falar de escritores como Luís Bernardo Honwana e Suleiman Cassamo que ninguém, até hoje, os conseguiu substituir nos seus livros Nós Matamos o Cão Tinhoso e O Regresso do Morto, respectivamente. Em Suleiman Cassamo em particular, encontramos “o povo pela sua própria boca” como ele já se referiu numa entrevista que o fiz. A diferença nesses dois últimos e Mia Couto é que enquanto o Luís Bernardo consegue fazer personagens consoante o aspectro colonial, Suleiman foi buscar a ruralidade dos moçambicanos e Mia trabalha com a sabedoria humana nos seus personagens o que os torna eternos. O Aldino Muianga e Carlos Paradona Rofino Roque são também pessoas que entram para a essência tradicional para buscar as vidas que retratam as suas obras. Mas há também personagens modernas na actual literatura, que já vão saíndo da ruralidade ou de aspectos sociopolíticos. Personagens como Yara da obra A Virgem da Babilónia de Adelino Timóteo, que por um lado nos parece irreal conseguem trazer um aspecto abstratista e poético muito forte. A missão desses novos personagens, como os que podemos encontrar no romance Os Silêncios do Narrador de Lucílio Manjate, é a de nos criar a viagem e emoções fora do aspecto habitual. Elas nos trazem um novo exercício que é o da constante tentativa de desenhá-las e depois fazer o reconhecimento. De um modo geral, penso eu, fora o próprio Mia Couto, pelas razões que já mencionei, ainda há um campo muito aberto para a criação de personagens. O grande problema, em que concordo com o professor Francisco Noa, é que temos bons contistas que se agoiram no romance, seduzidos pelo sucesso aludido (supostamente) e a grandeza que se dá a esse género, que acabam matando grandes histórias. Penso, outrossim, que a fertilidade do continente de alguma forma, vai empobrecendo os nossos escritores, não por culpa da fertilidade em termos de histórias para contar, mas pela infertilidade dos próprios escritores.



Poderia falar do seu trabalho como editor de revistas literárias?
Actualmente, dirijo a revista NÓS – Artes e Cultura, que se trata de um sonho antigo de fazer um jornal só e somente cultural num país em que a cultura está para 10º plano. Um país que a sua maior riqueza é a cultura, tratando-se desta que não trás conflitos, muito pelo contrário, muitas vezes usada como solução pacífica para vários conflitos. Então NÓS seria ou é esse espaço aberto para a multidisciplinaridade das artes. Mas a primeira revista que fundei mesmo foi a Literatas, nos finais de 2010. Eu já era jornalista e começava a entender que a cultura é meu sol, meu mar e minha terra. Na mesma altura em que o Movimento Literário Kuphaluxa estava no auge da sua criação mobilizei meus parceiros do movimento para que criássemos a revista e falei-lhes de uma coisa muito estranha ainda em Moçambique chamada “blogue”. Nessa altura, a ideia embora reconhecida como boa e inovadora, foi olhada com muita timidez e desdenho. Desdenhava-se essa coisa chamada “blogue”, dizendo-se que não seria encarada com seriedade e não se acreditava na utopia de jovens como nós tão pouco influentes em muitas esferas, que podiam criar o seu próprio espaço perante um cenário em que nenhum jornal tem espaço para as criações literárias. Confesso que desiludi-me com os companheiros. Mas a minha teimosia fez-me criar, mesmo assim o blogue e dei unilateralmente o nome à revista, chamando-a Literatas e criei também o blogue: revistaliteratas.blogspot.com. Os primeiros quatro meses eram penosos para a ideia, porque nenhum companheiro colaborava, mas eu fazia as reportagens, já que era jornalista. E tínhamos mais brasileiros dispostos a colaborar. Só mais tarde, depois desses primeiros quatro meses foi sendo entendida a ideia até que passamos a paginar a revista e enviar por e-mail. Aí era uma espécie de afirmação total. Com muitos que só criticavam sem se quer colaborar a ideia foi abraçada por muitos jovens hostilizados e outros que só precisavam de estar em um ambiente igual para publicar seus escritos. A Literatas teve uma sobrevivência já mais vista em revistas literárias em Moçambique, nas minhas mãos, ela foi até a edição 58. Tivemos incentivo por parte de escritores de todo o mundo, até professores e escritores norte-americanos ficaram encantados com a iniciativa e até hoje, são muitos os escritores que vem a Moçambique porque conheceram o país, literariamente, pela Literatas. Uma pena que o país em si, de certeza não dava a mesma importância e ouve aqueles que, inclusive, vaticinaram a revista à curta vida. O que veio a confirmar-se, isto porque até os que nunca deram muito por ela dentro do Movimento Kuphaluxa, foram percebendo o seu valor mais do que literário e quiseram usar-se disso para ganhos individuais. Hoje e pela primeira vez nesta entrevista, declaro a morte da Literatas – Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona, um facto que nunca quis assumir, por uma questão de nostalgia e do facto de esse sonho, se calhar ter sido mais meu do que de muitos. E vou mais longe, sem querer exagerar no discurso (todos conseguem notar isso), bastou que eu abandonasse o projecto por “perseguição interna” para que o projecto não fosse para mais de uma edição. É uma pena para o nosso Kuphaluxa, que poderia ter dado mais duração à Literatas ou, pelo menos, uma morte digna a uma revista que, assuma-se, era a única referência actual que Moçambique tinha e usada em vários países como uma fonte segura para o ensino de literaturas africanas de língua portuguesa entre outras. Hoje sei que há alguns estudantes que tem a revista Literatas como tema de teses de licenciatura. E até hoje tenho recebido vários e-mails de gente querendo informações que só a revista Literatas sabia dar sem que as pessoas contactassem alguém. E agora neste projecto que movo a título individual pretendo trazer um espaço para a literatura e todas as artes moçambicanas.

Você também cria encontros e feiras literárias... Poderia se dizer que você é um agitador cultural, em Maputo?
No capítulo dos encontros e feiras literárias é-me difícil falar deles como realizações somente minhas. Posso até conceber ideias sozinho, mas a execução é bem mais exigente e complicada e só um movimento literário como Kuphaluxa dentro do País consegue fazer isso. Todos sabem que a Associação dos Escritores Moçambicanos já desfez-se desse papel há algum tempo, embora seja a entidade que tem mais facilidades de ter patrocínios para essas actividades. Nessa altura, lembro-me do que sempre falamos entre companheiros do Kuphaluxa, não é o dinheiro que impede muitas realizações, mas a incapacidade humana e organizativa. O Kuphaluxa sempre teve forças para fazer esses encontros com e entre escritores. Eventos com participações internacionais, com destaque para Brasil, Angola e Portugal. Já tivemos vários escritores que antes de chegar a Moçambique contactavam-nos para realizarmos consigo várias actividades. E eu coordenei muitas delas. Mas é como digo, o Kuphaluxa embora nos últimos tempos fragilizada, ainda tem a mesma força de organizar esses eventos. Tinha sido criada uma grande feira de livro em Maputo, durou por dois ou três anos, se não me engano, e tinha todas as condições para acontecer, com várias embaixadas e instituições públicas e privadas envolvidas. Mas não se manteve. Uma vez mais o grande problema não foi o dinheiro aquilo que para nós é sempre problema. Falta gente que faz esses eventos pela própria literatura que por dinheiro. Essa gente passa a vida reunida que no terreno a fazer trabalhos. E eu, embora formalmente conhecido como jornalista cultural, é lá em grandes e pequenas movimentações culturais onde me encontro. E sou realmente esse agitador cultural. E quero agitar mais. Para o próximo ano, seja com Kuphaluxa e por outras vias as ideias são várias e muitas delas serão realizadas.

E sobre a literatura brasileira contemporânea? O que tem te chamado a atenção?
Uma vez, um bom escritor paraibano, Bruno Gaudêncio, comentava comigo e outros escritores e activistas literários, pessoas que respeito muito e que nos reencontramos na Bienal do Livro do Ceará que marcou a minha primeira presença física no Brasil, que “Eduardo Quive é a pessoa que conhece mais a literatura contemporânea brasileira que nós os brasileiros”. Essa é uma afirmação exagerada, como muitas vezes sabem fazer homens com a arte a correr nas veias, mas em parte com um tom de verdade. Muitos moçambicanos sobre a literatura brasileira ainda estão nos anos 1950 a 1960. De 1980 para esta parte conta-se pelos dedos quem está informado aqui. Enganam-se os brasileiros que lhes chega no ouvido que o Brasil aqui é um país conhecido. Conhecemos sim, o lado das telenovelas da Globo que são muito assistidas e propaladas pelos canais nacionais e algum lado criminoso que é sempre difícil de esquecer. Mas a literatura em si, chega muito pouco, até porque isso não é para as massas. O que sei é que se mantêm a pujança na criatividade de escritores brasileiros. Faltam apenas escritores que conseguem invadir o mundo e estarem nas nossas livrarias. Isso vai acontecer quando as próprias editoras brasileiras vão ter a ousadia que as editoras portuguesas tiveram em estender-se para os países de língua portuguesa. Eu gosto da escrita da Ana Paula Maia, por exemplo. Temos bons textos do poeta Rubervam Du Nascimento, um poeta de voz grossa, gosto da poesia e principalmente dos contos de Ronaldo Cagiano; gosto das loucuras de Ademir Demarchi e Alberto Bresciani. Se calhar seja uma das pessoas que mais tem acesso a muitos escritores emergentes também que quase mensalmente vou recebendo seus livros. O próprio Bruno Gaudêncio para mim é um óptimo contista e Demetrios Galvão bom poeta. Há bons romancistas como Jasen Viana que conheci no Ceará. Mas acredito que de tão grande que é esse país, embora eu conheça escritores de quase todas as regiões, tenho fé que quando a acção cultural entre Moçambique e Brasil se elevar vamos poder ler e conhecer bons escritores. As experiências que tivemos de receber e levarmos para palestras escritores brasileiros, como Rubervam Du Nascimento, Ana Rusche, entre outros foram boas. Mostrou que há um público disposto a ler para além da fronteira.

Revista NÓS – Artes e Cultura : https://www.facebook.com/nosartese.cultura.7?fref=ts

(*) Alexandre Staut nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP) em 1973. Jornalista, já trabalhou como cozinheiro na Inglaterra e na França (em Brest, Tours e Arromanches-les-Bain). Ministrou oficinas de haikai na Oficina Cultural do Estado de São Paulo (Bauru/SP). É roteirista do documentário “O anjo da guarda de Caio F.” e autor dos romances Jazz band na sala da gente (Toada Edições/2010) e Um lugar para se perder (Dobra/2012). No momento, trabalha em seu terceiro romance, num livro infantil e numa peça de teatro que está sendo escrita para a atriz cubana Phedra de Córdoba. Alexandre Staut é colaborador do Blog Études Lusophones.


Consultem as outras entrevistas realizadas por Alexandre Staut na rubrica Entre Letras.
Link : Entre Letras

Leiam a respeito do romance de Alexandre Staut Um lugar para se perder no link :




Um comentário:

  1. interessante!
    Quive, notei em voce uma grande força literaria. as descrições e analises da literatura moçambicana foram pontiferas e beijaram de frente a realidade nossa. "é obrigação de qualquer poeta/escritor conhecer e entender sua arte, nao apenas pratica-la. nao apenas mastiga-la, é preciso saborea-la". disculpem pela invasao do espaço mas carece deixar minha modesta opiniao dos factos: a literatura Moçambicana precisa de muito mais, é preciso fazer com que ela se derame para as massas, que transborde das bibliotecas para ser comungada por todos. julgo que a literatura moçambicana é de " escritores para escritores", quando a logica devia ser "escritores para as massas" um dos grandes problemas que se coloca ao defice é o factor acesso. nao desejamos fazer literatura para o brazileiro e o português elogiarem, a nossa literatura deve ser conhecida pelo nosso povo.. depois a emprestaremos a outros... a literatura moçambicana é apenas cantada e dançada na capital, é triste, penso. é preciso faze-la voar cá dentro. por isso lamento a interrupção da R. Literatas, creio q era um meio formidavel e corajoso de alavancar a nossa literatura para melhor..
    contudo! a nossa literatura esta a bom porto pela tamanha "ferilidade, como se referiu" .
    cordiais saudaçoes

    Mustafa Leonardo

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