sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O poema em prosa no Brasil


Nuno Ramos e Raul Pompeia, maus vidraceiros

Conférence de Gilberto Araújo
Chercheur auprès de l’Académie Brésilienne de Lettres

Le jeudi 14 fevrier
De 17H30 à 18h30
Salle 223

Université de Paris-Sorbonne
Centre Clignancourt

2, rue Francis de Croisset/ 75018 Paris 
Métro : Porte de Clignancourt


Nuno Ramos e Raul Pompeia, maus vidraceiros

O poema em prosa tem sido crescentemente praticado na literatura brasileira contemporânea. Tal safra se filia a experiências anteriores que, se não a justificam, ao menos lhe prepararam o terreno. Portanto, a crítica nacional não está diante de filhos órfãos, fato sinalizado, por exemplo, pelos recentes ensaios sobre as origens do gênero e pelas reedições de seus autores-chave (Aloysius Bertrand, Baudelaire, Rimbaud e outros). É nesse contato do poema em prosa contemporâneo com a tradição literária (brasileira e estrangeira) que pretendemos interpretar os livros O mau vidraceiro (2010), de Nuno Ramos, e Canções sem metro (1900), de Raul Pompeia, confrontando-os, sobretudo, com o O spleen de Paris: pequenos poemas em prosa (1869), de Charles Baudelaire.


Gilberto Araújo é pesquisador da Academia Brasileira de Letras e professor substituto de Literatura Brasileira na UFRJ, onde também conclui seu doutorado sobre o poema em prosa no Simbolismo brasileiro. Na mesma instituição, defendeu mestrado sobre as Canções sem metro, de Raul Pompeia. Em 2011, organizou e prefaciou, para a Editora da Unicamp, a recente edição desse livro, com desenhos e textos inéditos do escritor. É autor de, dentre outros, Melhores crônicas de Humberto de Campos (Global, 2009) e Júlio Ribeiro (ABL, 2010). Na ABL, ocupa-se principalmente do estudo e da reedição de autores esquecidos da belle époque brasileira, como Guimarães Júnior, Júlia Cortines, Artur Lobo e B. Lopes. Sobre a literatura brasileira, publicou artigos em periódicos e revistas especializadas e palestrou em universidades brasileiras e estrangeiras; dentre elas, as de Lisboa, Porto, Coimbra, Viena, Sorbonne, king’s College. É bibliófilo e membro da Associação Cultural Raul Pompeia.

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