domingo, 15 de abril de 2012

Um dedo de prosa com João Carrascoza

João Carrascoza por Daniel Mordzinski 
Um dedo de prosa com João Anzanello Carrascoza

 Num primeiro momento, o escritor João Carrascoza evoca o seu percurso literário e o seu trabalho sobre a linguagem. Ele sublinha o seu gosto pessoal pelo ato prosaico do narrar  e por temas ligados às experiências do cotidiano. Acesse o vídeo aqui

Num segundo vídeo, Carrascoza fala do seu  conto “Umbilical”, e em particular de sua  estrutura polifônica. Clique aqui e assista ao video.

Na última parte da entrevista, o escritor sublinha sua filiação ao universo romanesco do  Raduan Nassar, que,  segundo ele,  tematiza as experiências do mundo moderno e contemporâneo. Veja o video neste link.

Assistam, também, à intervenção de João Carrascoza no encontro “A jovem literatura brasileira” realizado na Universidade da Sorbonne em Março de 2012.
Para assistir ao video clique aqui

Neste último vídeo, podem assistir  à participação do escritor no Salão do Livro em Paris de 2012. O encontro foi organizado pela Embaixada do Brasil na França e contou com a participação do  Professor Leonardo Tonus da Universidade da Sorbonne.
Cliquem aqui para acessar o video.

Um pouco de leitura

SÓ UMA CORRIDA[1]

            Ele se sentou aí, no banco de trás, bem no canto, encostado à porta, na posição em que você está, e quando o passageiro se acomoda assim, sei que  não está pra conversa, procuro não me intrometer, eu sempre digo, é só uma corrida, melhor que seja confortável, trajeto curto ou longo, o que importa é a gente fazer a viagem em paz. Pra que complicar? É só uma corrida, daqui até ali, de um bairro ao outro…, mas naquela hora é tudo o que temos, a nossa vida, por isso eu gosto de manter o táxi limpo, dar atenção ao cliente, dirigir com cautela, já basta o que temos de enfrentar: desvio, blitz, congestionamento… É só uma corrida, que seja boa pra todo mundo… Ele entrou e disse, Congonhas, por favor!, eu perguntei, o senhor tem preferência por algum caminho?, ele respondeu, não, vai por onde você achar melhor, eu falei, tudo bem!, aquela hora não tinha saída mesmo, era pegar a 23 de Maio, entrar na procissão de carros e torcer pra Rubem Berta andar. Devia ser seis da tarde, eu fui guiando devagar, no meu normal, um olho lá na frente, outro no retrovisor pra ver os motoqueiros que vinham costurando, e como era horário de verão, não tinha escurecido ainda, e foi aí, num relance, ao conferir o trânsito lá atrás, que eu percebi que ele estava chorando. Olha, eu entrei na praça há muitos anos, já fiz corrida com artistas, políticos, gringos…Aqui dentro já teve de tudo: pedido de casamento, parto, desmaio…Mas nunca um homem chorando. Fiquei pensando no que teria acontecido com ele. Será que tinha feito um mau negócio? Não, ninguém chora por isso... Será que estava cheio de dívidas e não tinha como pagar? Não, quem não tem dívidas hoje em dia? Será que estava fugindo com aquela maleta? Talvez estivesse doente, com dor, às vezes o corpo não aguenta mesmo… E qual o problema de chorar? Nascemos assim, não é?! Talvez tivesse levado um fora, não de uma fulana qualquer, mas da mulher da sua vida... Quem sabe? Ele chorava em silêncio, com dignidade, secando os olhos, assim, com a mão. É provável que tivesse perdido uma pessoa querida, que nunca mais poderia abraçar, a esposa, companheira fiel, seu único amor. Ou um irmão, um irmão que ele não via há tempos, com quem brigara, e nunca mais se falaram, pra se perdoar, você sabe, é só uma corrida, uma corrida não dá tempo pra nada. Não, não, devia ser algo mais triste, uma perda maior, dessas que arrancam a vontade da viver, um filho, um filho pequeno, que tinha tudo pra rodar com ele pelo mundo, um menino que era a sua cara, mas que, sabe-se lá porquê, nascera com uma doença incurável. Pior: um filho que se afogara, perdendo a chance de aprender muitas coisas com ele, um garoto, uma corrida curta demais… Eu ia ligar o rádio, perguntar se precisava de algo, mas fiquei quieto, em respeito. E, aí, sem poder conversar, ou ouvir as notícias, me vi pensando na vida, a gente passa o dia no trânsito, esquece que tem uma história… Lembrei de minha infância no interior, em Cravinhos, cidade cercada de fazendinhas de café, o começo da minha viagem; lembrei do meu pai, que morreu num acidente, justo quando ia cumprir a promessa de me levar em Ribeirão Preto num jogo do Comercial. A família se reunia no domingo pra macarronada na casa da avó, eu adorava ficar na varanda no meio dos adultos, ouvindo os casos, o Tor pulando nas minhas pernas e abanando o rabo, meu irmão me fazendo uma pipa, uma calmaria aquele tempo, tudo era devagar… E aí, como quem sai de uma rua estreita e desemboca numa avenida, eu me lembrei da Maria Cândida, uma menina da capital que viera passar umas férias na casa da tia, vizinha nossa, foi paixão no ato, uma coisa louca, mas eu sem coragem de me declarar… Até que uma noite, num bailinho, eu dancei de rosto colado com ela… Depois passeamos de mãos dadas, uma lua linda no céu, a nossa primeira vez… As férias acabaram e a Maria Cândida se foi. Cresci. Acabei vindo pra cá, motorista de caminhão, ônibus, van escolar. Casei. Minha mulher é uma pessoa muito boa, passamos uns pedaços difíceis, mas a gente se gosta, não fosse ela eu não teria comprado esse táxi. Temos duas filhas, vão crescendo com saúde, não posso reclamar, não… Pois outra noite levei uma senhora, com uma criança de colo que vomitava, direto pro Hospital das Clínicas, eu pisava fundo, e aí ela disse que tinha pouco dinheiro, o senhor pára quando o taxímetro marcar vinte reais, e eu falei, não, minha senhora, pelo amor de Deus, não me custa nada, imagine se eu ia deixar uma senhora no meio do caminho com uma criança doente, era só uma corrida, não ia me fazer falta... Quando parei na frente do pronto-socorro iluminado, e ela saiu apressada, Deus lhe pague, moço!, eu levei o maior susto: era a Maria Cândida. A Maria Cândida. Envelhecera. Quem não envelhece? Eu prefiro dizer que é a vida deixando em nós a sua passagem, o que é uma bênção, você não acha?, uma corrida mais longa… Ela continuava bonita. Eu nem disse nada, não era hora de me apresentar, mas fiquei aliviado pela ajuda que pude dar. Voltei lá no dia seguinte, perguntei por ela, ninguém sabia. É assim: a gente vai se desencontrando por esses caminhos. Acena pra uma pessoa aqui, buzina pra outra lá, fica uns tempos sem ver, parece que nem vivemos na mesma cidade; mas, de repente, do nada, a gente se reencontra numa avenida, num posto de gasolina. O dia está ganho, compensa tudo! O trânsito, eu acho, o trânsito é um mistério… Olhei pelo espelho e o passageiro continuava chorando, de mansinho, uma garoa nos olhos; aliás, quando vim pra cá, São Paulo era a terra da garoa, hoje quase nem chove mais... E, quando chove, é enchente na certa. Mas aí eu percebi que ele também não era daqui, a gente se reconhece, sabe, não dá pra esconder que esse não é o nosso mundo… A corrida era pra Congonhas, então eu tive certeza, ele estava indo embora, ia pegar o seu vôo, voltar pra casa, era o fim da viagem, retornava com o coração dolorido, a saudade já machucando… Sim, era isso. E é o que eu mais vejo no meu trabalho, pessoas partindo, o tempo todo, aeroporto, rodoviária, hospital… Aí eu continuei a lembrar da Maria Cândida (queria ter encontrado ela outra vez, só pra conversar, andamos um trechinho juntos!), e lembrei das meninas lá em casa me esperando, eu sempre chego quando elas já estão dormindo, lembrei do meu pai me ensinando a jogar bola (deu uma vontade de ver ele), lembrei da manhã em que tivemos de sacrificar o Tor, umas cenas tristes, mas no meio delas, de repente, surgiam umas alegrias, como a gente num sinal fechado vendo uma moça bonita atravessar a rua, ou uma criança andando de bicicleta no parque, um casal de mãos dadas acenando, sempre é bom começar uma corrida assim – porque depois de ver carros o dia inteiro, são só essas imagens que ficam. Lembrei de outras alegrias, o último aniversário da mãe, com todos os parentes ao redor, até meu irmão veio do estrangeiro; lembrei da lua naquela noite em Cravinhos com a Maria Cândida; lembrei do dia em que o Comercial ganhou do Santos (o Santos tinha um timaço na época!); lembrei de outras coisas boas, que eu tinha me esquecido, e só de lembrar eu me senti um homem de sorte, era tudo o que eu era naquela hora… E eu me senti feliz e agradecido por estar ali, fazendo a corrida com aquele passageiro…, claro, era só uma corrida, mas era uma coisa grande pra mim, eu estava compreendendo, e se o motorista do carro da frente parasse no farol vermelho e olhasse pelo retrovisor, ele ia ver também a garoa nos meus olhos.

[1] In : Amores mínimos, Rio de Janeiro : Record, 2011.


Un peu de lecture
Là-haut[1]
Le petit garçon revint en courant, essoufflé, avec le filtre à café que sa mère lui avait demandé d’acheter. La baraque, distante de l’avenue où se situait l’unique bazar qui fournissait toute la favela, s’équilibrait en haut du morro, parmi des dizaines d’autres semblables, séparées par des ruelles qui s’entrecroisaient, comme les lignes de ses mains. Il ôta la feuille de zinc qui servait de porte, entra et la remit à sa place. Il avait une chemisette trouée à plusieurs endroits, des sandales en plastique abîmées, un short trop large qui laissait voir les os de son bassin, bien qu’il ait glissé dans les passants une ficelle en guise de ceinture et qu’il l’ait nouée pour la faire tenir.
Il remit le filtre à sa mère affairée sur la cuisinière, laissa la monnaie sur la table grossière, enleva sa chemise, la pendit à un clou au mur et s’allongea sur le matelas dans un coin, unique confort auquel il avait droit. Il serra dans ses bras son ballon de foot dégonflé qu’il avait un jour trouvé dans la décharge. Il se reposa un instant, observant sa mère de dos qui cuisinait, silencieuse, et au-dessus de sa tête, l’ouverture dans le mur qui servait de fenêtre, par laquelle il pouvait voir le soleil évoluant dans le ciel, comme un jaune d’œuf. Dehors, l’été illuminait les eaux de la baie, à l’intérieur la chaleur était suffocante et la sueur ruisselait sur son visage. Il aimait la voir, sa mère, vivant silencieusement sa vie devant lui, sans cri ni marmonnement, comme lui devant elle. Et la force de son regard était telle que la femme sentit quelque chose, comme s’il lui mettait une braise sur la nuque et se tourna, craignant que les années ne l’aient trompée et, qu’en se retournant, subitement, elle ne trouve plus son petit garçon mais un homme dont la tête touchait presque le plafond, l’homme qu’il serait un jour, et non l’enfant qu’il était aujourd’hui – et, qu’imperceptiblement, l’usine de son corps avait engendré.
-           Qu’est-ce que tu regardes ? demanda-t-elle.
-           Rien, répondit-il.
Sa mère l’examina comme quelqu’un qui épluche un oignon, ôtant les peaux qui cachent la chair saine et, si le fils s’était attendri en la voyant de dos – espérant qu’elle se tournerait et lui adresserait un sourire de complicité – sa mère pouvait détecter ce qui n’était encore qu’à l’état de semence chez lui, de racine, et le reconnaître par l’envers, feuille détachée de son corps, comme la plume qui tombe appartient encore à l’oiseau.
Une brise entra par la brèche du mur et rafraîchit le visage rougi de chaleur du petit garçon, l’odeur du café serpenta dans l’air jusqu’à se glisser dans ses narines à la recherche d’une autre, par atavisme.
-           Fatigué ? demanda-t-elle.
-           Fatigué, répondit-il.
-           Pourquoi tu es revenu en courant ?
Le petit garçon ne répondit pas, en tout cas ne parla pas, mais son corps répondit par un mouvement d’épaules et il ferma les yeux, le cœur bondissant dans sa poitrine, comme une fleur qui jette toutes ses forces dans l’acte de s’ouvrir. Les enfants sont comme ça, pensa-t-elle comme les autres mères, ils courent alors qu’ils n’ont rien d’autre à faire après. Bon, quand elle avait l’âge de son fils, elle ne savait pas qu’elle passerait sa vie à faire tant de choses toujours dans la hâte, et que toutes ces choses ne déboucheraient sur rien, que ce rien était toute sa vie, qu’elle ne supportait que grâce à ces yeux qui l’enveloppaient en silence – seules graines de lumière dans le nuage de poussière qu’elle était.
-           Alors viens te reposer, dit-elle le torchon dans les mains, en revenant vers la cuisinière.
Parfois, elle demandait au garçon de trier le riz, pendant qu’elle s’occupait de réaliser le miracle du jour – trouver, parmi le peu de vivres, de quoi caler leur faim – et il l’aidait, enlevant les graines étrangères, chassant les petits cailloux et les cosses sèches, découvrant ainsi, de façon inespérée, un moyen d’oublier les choses dont il rêvait et qui n’arrivaient jamais entre ses mains.
Et maintenant, immobile, il écoutait les sons qui naissaient de la favela, le fer entrechoqué d’une timbale, le grésillement d’une radio, les voix des femmes qui passaient dehors avec des bidons d’eau sur la tête, et il les isolait des saletés du riz, attentif à n’en perdre aucun, composant avec ces bruits sa perception momentanée du monde. Il se souvint de la boite de crayons de couleur et du cahier qu’il avait gagnés des femmes qui, de temps en temps, venait jusqu’au morro distribuer dans les familles des paniers de nourriture, des jouets, des médicaments. Il se leva, brusquement, répondant à l’appel urgent de ses sens, souleva le matelas et prit en-dessous sa boîte de crayons de couleur et son cahier froissé, aux coins rongés par les rats, avec quelques pages encore blanches.
-           Je vais dessiner dehors.


João Carrascoza e Leya Mira Brander
São Paulo/ Avril 2012

Lançamento do livro Aquela água toda
Livraria Martins Fontes ( Abril de 2012)

Um dos contistas mais talentosos da literatura brasileira contemporânea, João Anzanello Carrascoza traz ao catálogo juvenil da Cosac Naify o primeiro livro de contos de um autor brasileiro lançado pela editora. Com sua já conhecida prosa poética, Carrascoza faz, em Aquela água toda, uma bonita celebração da vida ao transformar situações cotidianas – e aparentemente banais, em acontecimentos memoráveis e profundos. Em comum, as onze histórias reúnem relatos de primeiras experiências ou vivências marcantes – o primeiro amor, a primeira decepção com um amigo, o encontro com o mar, a mudança de casa. Ambientadas quase sempre dentro do núcleo familiar, envolvem a delicada – e por vezes conturbada – convivência entre pais, mães, filhos e tios, suas descobertas, fraquezas, tristezas e surpresas. Em seu primeiro trabalho em livro de ficção, a artista Leya Mira Brander, da Galeria Vermelho, criou imagens-síntese de cada conto que, impressas em papel gordura, proporcionam, pela transparência, a sensação de continuidade e acúmulo, como se cada episódio narrado fosse parte de toda uma vida.
Parcours
João Luís Anzanello Carrascoza est né en 1962 à Cravinhos, petite ville de l’état de São Paulo. Professeur à l’École de Communication et Arts de l’Université de São Paulo (ECA-USP), où il enseigne depuis une vingtaine d’années, il est aussi professeur au Master à l’École Supérieure de Publicité et Marketing (ESPM). Carrascoza a obtenu, en 1994, une bourse de création littéraire du Secrétariat d’État de la Culture de São Paulo lors de la parution de son premier livre de nouvelles, Hotel solidão vainqueur du Concours National de Nouvelles de l’État de Paraná. Son livre suivant, O vaso azul en 1998, a reçu le Prix Eça de Queiroz, et la nouvelle « Le vase bleu », le Prix Guimarães Rosa de Radio France Internationale (Paris). En 2002, Carrascoza a publié Duas tardes sélectionné pour le Prix Jabuti. Deux nouvelles de ce livre ont intégré le recueil Geração 90 – Os melhores contistas brasileiros surgidos no fim do século XX organisé par Nelson de Oliveira. Et une troisième nouvelle figure dans l'anthologie italienne Scrittori Brasiliani, organisée par Giovanni Ricciardi. En 2003, il publie Meu amigo João et en 2004, Dias Raros  dont les histoires ont été adaptées pour le théâtre par le groupe Teatro da Travessia, en 2008. Volume do Silêncio, anthologie qui réunit ses meilleurs textes et présentée par Alfredo Bosi (l’un des plus importantes critiques brésiliens) a remporté le Prix Jabuti dans la catégorie nouvelles et chroniques en 2007. Carrascoza se consacre aussi à la littérature pour la jeunesse et a publié Aprendiz de inventor (2003), O menino que furou o céu (2005) et Meu avô espanhol (2009), entre autres. En 2006, il a été invité par ART/OMI pour être écrivain-résident  à Ledig House, aux États-Unis et et, en 2009, au Château Lavigny, en Suisse, où il a achevé sa dernière anthologie de nouvelles, Espinhos e alfinetes, parue en 2010. Sa nouvelle « No morro » aété traduite en français et publiée aux éditions Anacaona, intégrant l’anthologie Je suis favela. Il  vient de publier le livre Aquela água toda par les Editions Cosac Naif.
Percurso
João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos, interior de São Paulo, em 1962. Menino, como escreveu numa de suas histórias, vivia entre as pessoas, as árvores, as casas. Não sabia ainda ir à raiz das coisas. Mas, nesse tempo de começos, logo descobriu sua paixão pela literatura. Primeiro, nas histórias que seu pai contava. Depois, nos livros da pequena biblioteca de sua mãe. Ainda jovem, mudou para São Paulo para cursar publicidade, profissão em que poderia unir seu gosto por histórias à arte de vender, aprendida com o pai. Redator publicitário, atuou durante duas décadas em grandes agências de propaganda do país. E enquanto criava campanhas para Coca-Cola, Ford, Nestlé, Bayer, entre outros marcas, dava aulas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde se formou e onde, mais tarde, fez mestrado e doutorado. Desde que saiu de Cravinhos, vem escrevendo livros de contos e novelas infantojuvenis, com os quais recebeu importantes prêmios. Algumas de suas histórias foram traduzidas para inglês, francês, italiano, sueco e espanhol. Carrascoza participou de programas internacionais de escritores residentes, como a Ledig House (EUA) e o Château Lavigny (Suíça). Atualmente, dedica-me à docência na USP e na ESPM. E continua escrevendo sua obra literária, buscando ir com ela à raiz das coisas.
Source : Editora Agência Riff : http://www.agenciariff.com.br/site

[1]« Là Haut »  In : Je suis favela. Paris: AnaCaona Editions, 2011. Consultez le site : http://www.anacaona.fr/


 Jours rares par le Teatro da Travessia



La pièce est inspirée de l’oeuvre de l´écrivain João Anzanello Carrascoza (lauréat du Prix Jabuti 2007dans la catégorie « Nouvelles ») et a été mise en scène en France en 2011 par Luiz Fernando Marques.
Composé de quatre comédiens, le Teatro da Travessia est né au début de l’année 2006, pendant l'atelier « L’acte créateur », coordonné par le Grupo XIX de Teatro. A cette époque, les comédiens ont participé à la création  et à la mise en scène de la pièce Eu era carne, agora sou a própria navalha inspirée de textes dramatiques et journalistiques de l'écrivain brésilien Plínio Marcos.  A la suite de ce travail, le groupe se lança dans un  projet de recherche commun sur la réécriture et la transposition de textes littéraires pour la scène théâtrale, ainsi que sur le langage narratif dans le processus collaboratif de création. Les réponses à leurs attentes, les comédiens du Teatro da Travessia l’ont trouvées dans l’univers littéraire de l’écrivain João Carrascoza et, en particulier, dans la manière  dont l’auteur traite les rapports humains : des rapports fondés sur un langage poétique qui n’oublie pas les âpretés  du quotidien. Dès lors, un travail en partenariat entre l’écrivain et la troupe théâtrale s’est mis en place. Outre la recherche et la mise en scène, Luiz Fernando Marques, a, également, coordonné les exercices des comédiens dans l’usage d’un matériel non-dramatique et les expérimentations menées sous forme d'interaction non-invasives. 


La pièce Jours Rares a été mise en scène en France en 2011 dans le cadre du projet «  Bolsa Funarte de Residências em Artes Cênicas 2010 »  soutenu par la  Fundação Nacional de Artes – FUNARTE. Pour d'autres informations sur le groupe, consultez le site du groupe sur : http://www.teatrodatravessia.blogspot.com.br/


Alguns links…quelques liens

Resenhas e artigos
Resenhas sobre  Espinhos e Alfinetes



Resenha sobre O volume do silêncio

Resenha sobre Amores Mínimos

Resenha sobre Dias raros

Resenhas sobre A vida naquela hora


Artigo « A escrita comovida de João Anzanello Carrascoza » de Miguel Conde in : http://www.gelbc.com.br/pdf_revista/3410.pdf

Entrevistas e websites
Jours Rares. Répétition du Teatro da Travessia

Programa Entrelinhas/ 2009

Encontros de Interrogação – Itáu Cultural/ Setembro 2011

Programa Leituras para  a TV Senado

Obras

Contos
Aquela água toda, 2012, Cosac Naify
Amores mínimos, 2011, Record
A vida naquela hora, 2011, Scipione
Espinhos de alfinetes, 2010, Record
O volume do silêncio, 2006, Cosac Naify
Dias raros, 2004, Planeta
Meu amigo João, 2004, Melhoramentos
Duas tardes, 2002, Boitempo
O vaso azul, 1998, Ática
Hotel solidão, 1994, Scritta

Infantil & Juvenil
A Terra do Lá, 2010, Positivo
Prendedor de sonhos, 2010, Scipione
Meu avô espanhol, 2008, Panda
O homem que lia as pessoas, 2007, SM
O menino que furou o céu, 2005, Scipione
Elas/ co-autora: Ivana Arruda, 2004, Callis
Aprendiz de inventor, 2003, Ática
Ladrões de histórias, 2003, Atual
Histórias para sonhar acordado, 2002, Scipione
Quadradinha e Redondela, 2002, Melhoramentos
O jogo secreto dos alquimistas, 2000, Atual
Zoomágicos, 1997, Formato
A lua do futuro, 1995, Ática
De papo com a noite, 1992, Scipione
As flores do lado de baixo, 1991, Melhoramentos

Adaptações
O livro da selva (Rudyard Kipling), 2009, Scipione
Pollyanna (Eleanor Porter), 2006, Ática
O médico e o monstro (Robert Louis Stevenson), 2003, Scipione
A ilha do tesouro (Robert Louis Stevenson), 2002, Scipione

Não Ficção: Universitários
Tramas publicitárias/ co-autora: Christiane Santarelli, 2009, Ática
Do caos à criação publicitária, 2008, Saraiva
Razão e sensibilidade no texto publicitário, 2005, Futura
Redação publicitária – Retórica do consumo, 2002, Futura
A evolução do texto publicitário, 1999, Futura


Antologias
“Amor-menino”, in Grafias urbanas. Miguel, Adilson (org.). São Paulo: Scipione, 2010.
“Reencontro”, in Um rio de contos. Antologia luso-brasileira. Oliveira, Celina Veiga de e Mateus, Victor Oliveira (orgs.). Dafundo: Editorial Tágide, 2009.
“A hora”, in Como se não houvesse amanhã. Rodrigues, Henrique (org.). Rio de Janeiro: Record, 2009.
« Moinho de sonhos », in Era uma vez para sempre. Maluf, Marcelo (org.). São Paulo: Terracota, 2009.
“O menino e o pião”, in Travessia singulares. Pais e filhos. Soares, Rosel Bonfim (org.). Anajé: Casarão do Verbo, 2008.
“O dia do marinheiro”, in Capitu mandou flores. Fernandes, Rinaldo de (org). São Paulo: Geração Editorial, 2008.
“A vogal A”, in Lições de gramática. Campos, Carmen Lucia e Silva, Nilson Joaquim da (orgs.). São Paulo: Panda Books, 2007.
“Natividade”, in Quartas histórias. Fernandes, Rinaldo de (org). Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
“No morro”, in Cenas da favela. Oliveira, Nelson de (org.). São Paulo: Geração editorial/Ediouro, 2000;
“Da próxima vez”, in Histórias de avós e netos. Carletto, Camila (org.). São Paulo: Scipione, 2006.
“O último gol”, in História de futebol. Viana, Maria e Miguel, Adilson (org.). São Paulo: Scipione, 2006.
“Poente”, in Contos sobre tela. Moutinho, Marcelo (org.). Rio de Janeiro: Pinakotheke, 2005.
« Chamada », in História dos tempos de escola. São Paulo: Nova Alexandria, 2005.
« Ana », in Já não somos mais crianças. Campos, Carmen Lucia e Silva, Nilson Joaquim da (orgs.). São Paulo: Ática, 2005.
“Cidade-mundo”, in Inspiração. Silva, Rodrigo de Faria e (org.). Itu: FS Editor, 2004.
“Travessia”, in Fora da ordem e do progresso. Ruffato, Luiz e Ruffato, Simone (orgs.). São Paulo: Geração Editorial, 2004.
“Vigília”, in Os cem menores contos brasileiros do século. Freire, Marcelino (org.). São Paulo: Ateliê, 2004.
“Duas tardes” e “Travessia”, in Geração 90 – Manuscritos de computador. Oliveira, Nelson de (org.). São Paulo: Boitempo, 2001.
« Meu amigo João », in Olhar de descoberta. Salerno, Silvana (org.). São Paulo: Melhoramentos, 2003.
“Tio Gabriel”, in Novos rumos. Salerno, Silvana (org.). São Paulo: Melhoramentos, 2003.
“As flores do lado debaixo”, in Histórias de gente e bichos. São Paulo: Melhoramentos, 2002.
“O semeador”, in O decálogo. São Paulo: Nova Alexandria, 2000.
“Prece apressada”, in Projeto Dois Zero Zero Zero. Campinas: Komedi, 2000.


Audiolivro
Dias raros (2 CDs) – 2008, Livro falante.


Obra traduzida

Espanha
El volume del silencio. Canarias: Baile del Sol, 2011.

França
« Là-haut », in Je suis favela. Anacaona, Paula (org.). Paris: AnaCaona Editions, 2011.

Estados Unidos
Sign of these times. Chicago: Words Without Borders, 2007.

Suécia
“Navekstrangslikt”, in Brasilien berattar: ljud av steg. Stockholm: Bokforlaget Tranan, 2011.

Itália
« Coppie e Strani segni dei temp »i, in Il Manifesto. Roma, 2006.

« Sulla collina », in Scrittori Brasiliani. Ricciardi, Giovanni (org.). Roma: Tullio Pironti Editore, 2003.

Bolívia
Apenas un puente. La Paz: El educador, 2007.
« Señal de los tiempos », in Cuentos breves latinoamericanos. Coedición Latinoamericana, 1998.

Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela
“Señal de los tiempos”, in Cuentos breves latinoamericanos. Coedición Latinoamericana, 1998.


Nos remerciements à  Daniel Mordzinski.
Connu comme "le photographe des écrivanis", l’Argentin Daniel Mordzinski vit à Paris depuis plus de trente ans. Correspondant du journal espagnol El País, il a travaillé pour les agences "Sipa, Sygma II", ainsi que pour Le Figaro Magazine. En 2001, il a été sélectionné par le prestigieux journal Gatopardo comme l’un des meilleurs photographes latino-américains.
Consultez son website sur : http://www.danielmordzinski.com/#/home


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