segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um dedo de prosa com Maria José Silveira


Um dedo de prosa com Maria José Silveira
O blog Estudos Lusófonos consagra a sua rubica um dedo de prosa  do mês de fevereiro à escritora brasileira Maria José Silveira !  Nos vídeos aqui apresentados,  Maria José Silveira retraça o seu percurso intelectual e lê trechos de seu romance A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas, publicado em 2002 e o conto « Da Paz » de Marcelino Freire.  
Confiram, igualmente, neste dossiê o bio-bibliografia da escritora e alguns links selecionados pela equipe do Blog.

Para consultar os vídeos, cliquem nos links abaixo : 
Percurso
Leitura do romance
Marcelino Freire

Um pouco de leitura...un peu de lecture

E como era Inaiá?[1]


“E como era Inaiá?
Bom. Inaiá nunca foi especialmente bonita. Bem sei que vocês gostariam que essa mulher com quem tudo começou, essa mãe quase mitológica, fosse, como um mito, perfeita. Mas não posso lhes dar essa satisfação, pois estaria faltando com a verdade, embora, é claro, essa afirmação seja relativa, tanto porque os ideais de beleza de uma tribo indígena da época não são certamente os nossos, como porque a beleza jamais foi uma verdade absoluta e sempre há os que acham feio alguém que a maioria acha bonito e os que acham bonito alguém que a maioria acha feio. Mas é bobagem querer idealizar a beleza dessa primeira mulher da família. Não precisamos disso. Basta saber que, de todas as maneiras, as primeiras habitantes da nossa terra atraíam muito a vista, como ficou registrado por ninguém menos que o ilustre escrivão Pero Vaz de Caminha, no primeiro documento sobre a nova terra. Ele parecia não conseguir desviar os olhos delas, como descreve, sem poder esconder seu encantamento: “Tão moças e tão gentis, com cabelos muito pretos e compridos, e suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha”.
Se todas eram assim tão encantadoras — e se foram vistas só de longe ou quão perto Caminha chegou para bem examiná-las — nunca vamos saber ao certo, mas nem por isso pensem que Inaiá era uma bela entre as belas, porque isso ela não era. Era de boa estatura e fornida de carnes, um pouquinho desproporcional na relação tronco-pernas, sendo essas mais finas do que se poderia desejar, um bumbum normal, nem grande nem pequeno, nem mais rijo nem menos, peitos gordinhos, infelizmente fadados a se deixar vencer pela lei da gravidade muito cedo, cabelos negros escorridos e compridos como os de todas as nativas, nem mais sedosos nem menos. O nariz um pouquinho esborrachado, os olhos negros também nem mais luminosos nem menos que o normal, uma boca tão vermelha como a de suas irmãs e uma marca de nascença, um triângulo escuro no começo da nuca, com o vértice virado para a esquerda, essa sim uma característica apenas sua. Mas, fora isso, nem mesmo a personalidade de Inaiá era especial. Era tão disposta às tarefas e alegre nos banhos, tão falante e despreocupada quanto as irmãs, tão adequada e satisfeita por estar no mundo quanto elas.
Com o tempo, ela já não seguia os grupos de brancos. Ficava de longe, junto com as irmãs, todas rindo muito, mas rindo já de outra forma, olhando já de outro jeito. Foi quando um deles — um caraíba quase tão jovem quanto ela, de nome Fernão, cara branca mas quase sem pêlos, com olhos tão claros que pareciam pedrinhas feitas das águas límpidas do mar — a olhou, sorriu e começou a repetir:
“Aqui, aqui. Menina bonita, vem aqui”.
Inaiá foi. Tinha doze anos.
Curiosa, sorrindo — nunca chegara assim tão perto de um caraíba —, Inaiá foi e tocou e riu, cheirou, cheirou e riu, a carne tão branca por dentro da segunda pele e riu, os cabelos da cor das folhas que caem, e tocou e cheirou e riu, os olhos, sim, quero ver de perto essas pedrinhas da cor da água do mar quando chega à praia, o mar sem ondas, o mar de quando o dia começa.
E riu, riu, riu.
Os pássaros multicores levantaram-se em revoada e as árvores verdejantes cercaram sem pressa os dois.
Vocês podem não acreditar, mas Inaiá também foi a primeira mulher de Fernão. O jovem lisboeta já havia, com certeza, apalpado uma ou duas raparigas no cais do porto, em noites escuras, mas pela pouca idade, pela inexperiência ou pela inocência, ficara satisfeito o bastante para parar por aí.
E enquanto Inaiá descobria o corpo tão estranhamente branco de Fernão, seus cheiros e suas funções, ele também descobria o corpo da jovem de cor avermelhada e a cheirava e lambia seu gosto de natureza, e lá ficaram os dois entre as folhas, ela rindo ainda, rindo sempre, como era de sua natureza alegre, ele também achando graça das graças dela, jovens, plenos, em paz.”

Percurso.
Romancista, ensaísta, pesquisadora, tradutora, editora, presença atuante no meio cultural brasileiro, Maria José Rios Peixoto da Silveira Lindoso nasceu em Jaraguá/Goiás, em 1947. Viveu a infância em Goiânia, época em que começa sua ligação com os livros e a literatura, descobertos na biblioteca de seu pai, como algo especial e muito importante. Em seus sonhos adolescentes, estava o de ser matemática ou bailarina, mas seu verdadeiro caminho seria o de pesquisadora e escritora. Espírito alerta para a dimensão política das relações humanas na sociedade, dedicou-se aos estudos na área de Comunicação, Antropologia, História e Ciências Políticas, formação intelectual que serve de húmus à sua criação literária, iniciada em plena maturidade. Graduou-se em Comunicação pela Universidade Federal de Brasília, onde residiu durante alguns anos.
Ampliou seus estudos no exterior. Viveu um tempo em Nova York e em Paris. Em Lima (Peru) formou-se em Antropologia, na Universidad Mayor de San Marcos. Realizou Mestrado em Ciências Políticas na Universidade de São Paulo, como bolsista da Fapesp (1977 1981). Nesse período publicou (em conjunto com Rodrigo Montoya e Felipe Lindoso, seu marido) o estudo de Antropologia Producción, Parcelaria y Universo Ideológico – El Caso de Puquio (1979) e o ensaio Ideología y Campesinato (1980), ambos editados em Lima. Nos anos 1980, passa a atuar na área editorial. Foi sócia-fundadora da Editora Marco Zero, assumindo a diretoria no período 1980 1998. Em 2000 2001, foi editora para a Cosac & Naify. Durante esse período toma-se tradutora de livros importantes: A Cor Púrpura, de Alice Walker; A Noiva Ladra e Vulgo, Grace, de Margareth Atwood; A Espada na Pedra e A Rainha da Sombra e do Ar, de T. H. White.
Escreve  para adultos, jovens e crianças. Tem vários romances, contos e artigos  publicados no Brasil e no exterior.

Romances
A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas, Editora Globo : São Paulo, 2002.
O romance é uma narrativa da história do Brasil contada a partir de uma linhagem feminina que se inicia com o nascimento de uma pequena índia tupiniquim no dia 21 de abril de 1500 e prossegue até o ano 2.000. O romance que recebeu o prêmio APCA 2002 Revelação e seus direitos para minissérie foram adquiridos pela TV Globo. Está na sua quarta reimpressão.

Eleanor Marx, Filha de Karl.  Editora Francis : São Paulo, 2002.
A filha mais nova de Karl Marx, a única militante e editora dos manuscritos do pai, suicida-se aos quarenta e três anos de idade. Qual o drama que faria uma jovem como essa cometer esse ato? Morreu por amor, por desespero ou desilusão?Traduzido para o espanhol e publicado no Chile por LOM Ediciones, em 2005 e na Espanha por Txalaparta, 2006.

O Fantasma de Luis Buñuel. Editora Francis : São Paulo, 2004 .
Cinco amigos que se conheceram na Universidade de Brasília em 1968 e eram apaixonados por cinema – em particular o de Buñuel – e pela revolução. O romance é um retrato da geração, retrocedendo à construção de Brasília e caminhando até a redemocratização, com suas esperanças e desilusões. Recebeu Menção Honrosa do Prêmio Nestlé de Literatura de 2005. Foi indicado como leitura para os vestibulandos de 2006 e 2007 da Universidade Federal de Goiás. Está em quarta reimpressão.

Guerra no Coração do Cerrado. Editora Record :  Rio de Janeiro, 2006.
Damiana da Cunha, índia panará, afilhada do governador de Goiás no final do século XVIII. Criada entre dois mundos, é tida como heroína pelos brancos por tentar catequizar e aldear seus parentes. Mas será isso mesmo? É possível a conversão e a transformação do povo indígena sob o domínio da sociedade nacional? O drama da personagem, “ponte” entre dois mundos, tem um final surpreendente.

Com esse ódio e esse amor. Global Editora : São Paulo/SP, 2010.
Ambientado na Colômbia e no Peru. A Colômbia de hoje das Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. E o Peru da rebelião de Tupac Amaru, do século XVIII. Com esse ódio e esse amor é um romance de ação intensa e ininterrupta, muitos e variados conflitos, e também de reflexão e inovações. Trata do Brasil de hoje e sua relação entre seus vizinhos da América. Com uma linguagem de surpresas que flui sem tropeços, o mundo atual se entrelaça com a herança do mundo de ontem,
transformando tudo em um mundo só: o nosso, contemporâneo, com nossos conflitos grandes e pequenos, vida e morte, sofrimentos e alegria, ódios e amores.

Parcours
Romancière, essayiste, chercheuse, traductrice, éditrice, personnalité influente du milieu culturel brésilien, Maria José Rios Peixoto da Silveira Lindoso est née à Jaraguá dans l’Etat de Goiás en 1947. Elle passe son enfance à Goiânia, où son amour des livres  et la littérature voit le jour dans la bibliothèque paternelle. Adolescente, elle se rêvait mathématicienne ou danseuse classique, mais son parcours la mènera à la recherche et à l’écriture. Sensible à la dimension politique des relations humaines dans la société, elle consacre ses études à la Communication (diplômée de l’Université fédérale de Brasília), l’Anthropologie, l’Histoire et les Sciences Politiques. De cette formation intellectuelle, elle tire la substance de sa production littéraire, initiée en pleine maturité.
Elle poursuit ses études à l’étranger, vivant un certain  temps à New York et à Paris. Au Pérou, elle étudie l’Anthropologie, à l’Université nationale Mayor de San Marcos et entre 1977 et 1981 passe une Maîtrise en Sciences politiques à l’Université de São Paulo avec une bourse de la Fapesp. C’est à cette époque qu’elle publie (en collaboration avec Rodrigo Montoya et Felipe Lindoso, son mari) l’étude Producción, Parcelaria y Universo Ideológico - El caso de Puquio (1979) et l’essai Ideología y Campesinato (1980), deux ouvrages édités à Lima.
Dans les années 1980, elle fonde la maison d’édition Marco Zero dont elle assume la direction jusqu’en 1988. En 2000-2001, elle est éditrice pour la maison d’ édition Cosac & Naify. Durant cette période, elle traduit des livres importants : La couleur pourpre d’Alice Walker, Le tueur aveugle et Captive de Margaret Atwood, L’épée dans la pierre et La sorcière de la forêt de T.H. White.
Maria da Silveira écrit pour les adultes, la jeunesse et les enfants. Elle est l’auteure de nombreux romans, contes et articles publiés au Brésil et à l’étranger.

Romans
A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas, Editora Globo : São Paulo, 2002.
L’histoire du Brésil de 1500 à 2000, racontée par le prisme d’une lignée de femmes dont la première est une Indienne tupiniquim (branche des Tupi), née le 21 avril 1500. Le roman a reçu le prix Révélation de l’APCA 2002, et la chaîne de télévision Globo en a acquis les droits pour la production d’une mini-série. L’ouvrage en est à sa quatrième réimpression.

Eleanor Marx, Filha de Karl.  Editora Francis : São Paulo, 2002.
Eleanor Marx est la plus jeune des enfants de Karl Marx.  Fervente activiste politique et dépositaire des manuscrits de son père, elle se suicide à l’âge de 43 ans. Quel drame a bien pu pousser cette jeune femme à commettre un tel acte ? Trahison amoureuse, désespoir, désillusion ? L’ouvrage a été traduit en espagnol et publié au Chili par les Editions LOM en 2005, et en Espagne par Txalaparta en 2006.

O Fantasma de Luis Buñuel. Editora Francis : São Paulo, 2004 .
L’histoire de cinq amis passionnés de révolution et de cinéma - en particulier de Buñuel - qui se rencontrent en 1968 à l’Université de Brasilia. Le livre dépeint le portrait d’une génération, retraçant la construction de Brasilia et le processus de re-démocratisation avec son lot d’espoirs et de désillusions. Le livre a reçu la mention honorable du prix de littérature Nestlé en 2005 et a fait partie en 2006 et 2007 de la sélection des lectures pour la préparation à l’examen d’entrée à l’Université fédérale de Goiás. Il en est à sa troisième réimpression.

Guerra no Coração do Cerrado. Editora Record :  Rio de Janeiro, 2006.
Damiana da Cunha, Indienne panará est la filleule  du Gouverneur de Goiás à la fin du XVIIIe siècle. Elevée entre deux cultures, elle devient une héroïne pour la population blanche locale après avoir essayé d’évangéliser et de pacifier les villageois autochtones. Une telle entreprise, fut-elle possible ? La Nation brésilienne,  a-t-elle véritablement pu convertir et soumettre le peuple indien ? Le drame de  « l’héroïne - pont» entre deux mondes  a un dénouement inattendu.

Com esse ódio e esse amor. Global Editora : São Paulo/SP, 2010.
Entre la Colombie des FARC (Forces armées révolutionnaires de Colombie) au XXIe siècle et le Pérou du leader mythique de la rébellion, Tupac Amaru, au XVIIIe siècle, ce livre traite du Brésil d’aujourd’hui et de ses relations avec ses voisins sud-américains. Com esse ódio e esse amor est un roman où l’action prime et nous entraîne dans de nombreux conflits, mais invite également à la réflexion par son regard innovant. Ecrit dans une langue fluide et surprenante, il tricote le monde actuel et l’héritage du monde d’hier pour aboutir à une seule histoire, faite de conflits, petits et grands, de vie et de mort, de souffrances et de joie, d’amour et de haine.
E ainda....et encore..
Infanto-juvenil.....
littérature pour jeunesse
Tendy e Jã-Jã em Dois Mundos e uma Nova Terra (época do Descobrimento), 2003, 2ª. impressão;
Iamê e Manuel Diogo nos Campos de Piratininga (época dos Bandeirantes), 2004, 2ª. impressão;
Ana Preciosa e Manuelim na Terra do Ouro (época do Ciclo do Ouro), 2004, 2ª. impressão;
Brasília e João Dimas com o Caldeirão da Santa (época da Independência), 2004, 2ª. impressão;
Floriana e Zé Aníbal no Rio do Bota-Abaixo (começo do século XX), 2005, 2ª. impressão.
Uma Cidade de Carne e Osso, FTD/ São Paulo,  2004 – Selo de Recomendado da FNLIJ, 2ª. Impressão.
Ossos, com Luiz Bras, Coleção 3 Versões, Ed. Callis/São Paulo, 2004 – Selo de Recomendado da FNLIJ
Cabeça de Garota, coleção Sinal Aberto, Ed.Ática/São Paulo, 2005, 2ª. impressão.
Malcriadas- coleção Muriqui, Ed.SM/SãoPaulo, 2006, comprado pelo PNBE, 2ª. Impressão.
Um Fantasma Ronda o Acampamento- Ed. Expressão Popular/ Iterra/FNDE/ São Paulo/2006, 40.000 exemplares vendidos
O Vôo da Arara Azul- Ed. Callis, São Paulo/2007 – Premiado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo/2007.
A Jovem Pagu – Ed. Nova Alexandria/ São Paulo/ 2007
Uma aventura contada a dois ouvintes atentos– Ed. Girafinha, São Paulo, SP 2008
Amizade Improvável, com Índigo e Ivana Arruda Leite, Coleção Quero Ler  – Ed. Ática, São Paulo, SP 2008
Meu presente para o mundo– LGE, São Paulo/Brasília, 2009
Estrelário – Ed. Positivo, Curitiba, 2009

Contos e crônicas...
Nouvelles et chroniques.
“Felizes Poucos”, in Mais 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, org. Luiz Rufatto, Ed. Record/ Rio de Janeiro/São Paulo, 2005
“A Condição dos Sonhos”, in Contos Brasileiros, com apresentação de Walnice Galvão, Expressão Popular/Iterra/ FNDE/MEC/ São Paulo, 2006
“Porque Hoje é Sábado”, in :  CONTOS – UNICAMP ANO 40, Ed. Unicamp, Campinas, SP 2007
Crônica  “Como aprimorar uma habilidade ancestral: a mentira”, in 35 SEGREDOS PARA CHEGAR A LUGAR NENHUM – Literatura de baixo-ajuda, organizada por Ivana Arruda Leite, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro/ 2007
“A verdadeira história da mula-sem-cabeça”, in Era uma vez para sempre… , coletânea de contos infanto-juvenis orgazniada por Marcelo Maluf, Ed. Terracota, São Paulo/2009
“O Vírus Humano 2”, in Futuro Presente, coletânea organizada por Nelson de Oliveira, Ed. Record.
“Um dia de abril”, in Histórias Femininas, coletânea publicada pela Ed. Scipione, junho 2011.

 “Samedi a Montparnasse”: no site literário Cronópios
“Ai! Portugal”: no site literário Cronópios, e no jornal O Popular (7.julho.2007)
“O colecionador de pontes” – caderno literário “Pensar”, Correio Braziliense, julho/ 2007
“ O que diz uma foto”- caderno literário “Pensar”, Correio Braziliense, julho/ 2007
 “Maria Antonia”- caderno literário “Pensar”, Correio Braziliense, julho/ 2007
“O Golpe anunciado”- caderno literário “Pensar”, Correio Braziliense, julho/ 2007


Parcours biographique et traduction réalisés par Catherine Charmant-Leber, membre de l’Equipe du Blog Estudos Lusófonos


Alguns links....quelques liens

Vídeos, blogs e websites
Website da autora

Site Cronopios onde a autora mantém uma coluna de artigos

Encontro Interrogações  - Itaú Cultural.

Programa Entrelinhas : 30 anos de Anistia no Brasil.

« A Consciência de Escrever para o Leitor » - Enciclopédia Itaú Cultural de    Literatura Brasileira: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_lit/index.cfm?fuseaction=biografias_texto&cd_verbete=5818&lst_palavras=


Estudos, artigos e teses
Artigo de Lélia Almeida : “As mães e as filhas e as avós e as netas nas narrativas genealógicas” in : Mujeres en la literatura. Escritoras. México, Distrito Federal I Marzo-Abril 2009 I Año 4 I Número 19

Artigo de  Laura Areias : « Maria José Silveira : a matriz feminine no novo romance histórico brasileiro » . Universidade de Lisboa – CLEPUL/Universidade de Puerto Rico, 26 Dezembro, 2010

Artigo de Cíntia Schwantes : « Narrativas de formação: um enfoque de gênero »
  
Dissertação de Mestrado apresentada por Maria José Modesto Silva :  O real e o ficional em A casca da serpente e Guerra no coração do cerrado. Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2009 ( a dissertação contém uma entrevista com a autora)
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Artigo de Maria Zaira Turchi e Vera Maria Tietzmann Silva : « O fantasma de Luís Buñuel, de Maria José Silveira: da repressão política aos dramas existenciais de uma geração ». In : Letras de hoje, PUCRS, Porto Alegre,



[1] Trecho do romance A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas de Maria José Silveira, publicado pela Editora Globo, 2002

3 comentários:

  1. Publicação maravilhosa. É uma escritora com densidade e contemporaneidade. Mulher do seu tempo. Parabéns ao Estudos Lusófonos.

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  2. Interessante. Estou lendo o livro Guerra no Coração do Cerrado. Tenho ancestrais panará e a a única história que consegui a respeito deles foi por meio dessa obra. Obrigado, encontrar esse livro na prateleira da livraria foi uma feliz e transcendente experiência.

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  3. Comentário de Susana Ventura (venturarosas@gmail.com)

    Tenho trabalhado muito com a obra da Maria José Silveira. Que bom vê-la em destaque aqui! Creio que será um ganho imenso para a comunidade em torno da Études Lusophones conhecer mais sobre uma escritora de grande fôlego narrativo e com um projeto tão claramente delimitado quanto o dela. Parabéns pela matéria, bem completa e abrangente!

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