quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um dedo de prosa com Fernando Paixão

Um dedo de prosa com Fernando Paixão

O poeta  Fernando Paixão concedeu uma entrevista ao Blog Estudos Lusófonos na qual fala de sua produção literária.

Num primeiro momento, ele conta um pouco de seu percurso pessoal e comenta o seu vínculo à poesia portuguesa. 
Assista o vidéo no link : Percurso Literario

Gravura de Evandro Castro Jardim
Neste vídeo, Fernando Paixão evoca o processo de criação de A parte da tarde, um livro de poemas em formato de sanfona com um estilo conciso e exato. “Um pássaro que pensa” –  Esta idéia o conjunto da obra e surgiu a Fernando Paixão ao se deparar com uma gravura do amigo e artista plástico Evando Carlos Jardim.
Assista o vidéo  no link : A Parte da tarde


Retrato de Herberto Helder por Frederico Penteado

Na última parte da entrevista, Fernando Paixão lê e comenta alguns poemas do escritor português Helberto Helder.
Assista o vidéo  no link : Helberto Helder


Fernando Augusto Magalhães Paixão (Beselga, Portugal 1955) é poeta, editor e ensaísta. Muda-se com a família para o Brasil em 1961. Publica seu livro de estréia, Rosa dos Tempos, em 1980 - renegado posteriormente pelo autor. Considera seu primeiro livro Fogo  dos Rios, de 1989, seguido depois de 25 Azulejos, de 1994, Poeira, de 2001, A Parte da Tarde, de 2005 e de Palavra e rosto, de 2010. Sua poesia é marcadamente lírica, apresentando imagens de conteúdo essencial, associadas com freqüência à natureza. Por conta de sua origem, teve forte influência de autores como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, tendo realizado sobre este último uma dissertação de mestrado, na Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, em 1990, publicada em Narciso em Sacrifício, de 2003. Publicou dois livros de poemas para crianças. Escreve artigos em jornais e revistas sobre temas relacionados à literatura e mercado editorial. Em 2004, defendeu doutorado sobre o gênero do poema em prosa, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e, no ano seguinte, foi visiting writer [escritor visitante] da Universidade de Berkeley, Estados Unidos. Profissionalmente, exerce a função de editor, tendo trabalhado por mais de 3 décadas na Editora Ática, da qual se desliga em 2007, na condição de diretor editorial. Tem poemas traduzidos para o catalão, inglês, espanhol e francês.

Le Futurisme et les Avant-gardes au Portugal et au Brésil



Le Futurisme et les Avant-gardes au Portugal et au Brésil

Les Editions Convivium Lusophone vous invite à la présentation du livre

le 17 Novembre  à 19 heures
MAISON DU PORTUGAL
Cité Universitaire  7 Boulevard  Jordan
75014 - Paris

Vitesse d'un automobile + Lumière, Giacomo Balla, 1913
Dans le cadre des commémorations du centenaire de la publication du Manifeste Futuriste par Marinetti, les organisateurs de ce recueil ont voulu interroger sa fortune au Portugal et au Brésil, réunissant d’éminents spécialistes de cette question, lors d’un colloque international, réalisé à la Sorbonne en octobre 2009. Ce volume réunit une grande partie des communications présentées à cette occasion, visant à reconsidérer les spécificités du futurisme dans l’espace lusophone, tout en examinant ses prolongements, ses enjeux, ses ambivalences et ses contradictions. Les études ici proposées s’intéressent à la contextualisation des productions nationales dans le cadre des courants esthétiques avant-gardistes européens des premières décennies du XXe siècle, ainsi qu’à l’analyse minutieuse des différentes manifestations esthétiques et intellectuelles, dans un esprit d’ouverture pluridisciplinaire, attentif aussi à la littérature qu’à la peinture, au cinéma et à la musique.


Les Organisateurs seront présents :
Maria Graciete  Besse est professeur à l’université de la Sorbonne/Paris IV, directrice adjointe de l’UFR
d’Etudes  Hispaniques et responsable du Séminaire d’Etudes Lusophones au sein du CRIMIC.

Adelaide Cristovão est coordinatrice de l’enseignement du Portugais en France/Institut Camões, docteur par l’université Paris Ouest Nanterre la Défense.

José Manuel Da Costa Esteves  est responsable de la Chaire Lindley Cintra de l’Institut Camões  à l’université Paris Ouest Nanterre La Défense, membre du CRILUS.

José Salgado est lecteur de l’Institut Camões à l’université de la Sorbonne/Paris  IV , docteur par l’université de  Santa Barbara, Californie.

Lectures de quelques poèmes et textes et des interprétations musicales

Accès :
RER  B : Cité Universitaire    Metro : Porte d’Orléans        Bus   21, 88, 67
Périphérique : sortie porte d’Orléans ou Gentilly (Parking public Charlety à proximité)


CONVIVIUM  LUSOPHONE
18 bis, avenue Philippe Auguste
75011  Paris
Tel : o6 12 80 73 29

A recepção de Saramago e autores contemporâneos portugueses no Brasil


Conférence avec
M. le Professeur Fernando Paixão
(Instituto de Estudos Brasileiros - USP) 

A RECEPÇÃO DE SARAMAGO E AUTORES CONTEMPORÂNEOS PORTUGUESES NO BRASIL

le mardi 15 novembre 2011
15h30-17h30
salle 22 
Institut d’Etudes Ibériques
31, rue Gay-Lussac
75005 PARIS


A recepção de Saramago e autores contemporâneos portugueses no Brasil

Fernando Paixão ( IEB – Universidade de São Paulo)


Ainda que a literatura brasileira e a portuguesa praticamente tenham se dado as costas nas primeiras décadas do século XX, quando da eclosão dos respectivos modernismos literários, é curioso constatar que foi a figura de Fernando Pessoa quem novamente tornou possível esse diálogo, a partir dos anos 1960. E que teve continuidade na década seguinte com uma nova geração de escritores e poetas portugueses que foram publicados no Brasil, mas com penetração restrita: Fernando Namora, Almeida Faria, José Cardoso Pires e outros.
Mesmo José Saramago chegou a ser publicado em 1980 pela editora Bertrand Brasil, sem grande repercussão. O sucesso viria mais tarde, em terras tupiniquins e internacionais, resultado de uma conjuntura de fatores literários e extra-literários a serem analisados. E que resultam em algumas perguntas inevitáveis: o sucesso de Saramago amplia o espaço da literatura portuguesa no Brasil? Pode-se afirmar que haja atualmente algum diálogo entre os escritores desses dois países? Que outros nomes portugueses têm conseguido fazer circular o sangue luso nas veias das letras tropicais?
Questões que vão nortear a nossa conversa e provavelmente estimularão novas perguntas

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sexo, dinheiro e dom : a figura da prostituta no modernismo brasileiro


O Bordel, Di Cavalcanti, 1930

Conférence avec
Mme le Professeur Eliane R. Moraes
( Université de São Paulo –USP)

SEXO, DINHEIRO E DOM : A FIGURA DA PROSTITUTA NO MODERNISMO BRASILEIRO

le mercredi 16 novembre 2011
14h-16h
salle 22

Institut d’Etudes Ibériques
31, rue Gay-Lussac
75005 PARIS

Sexo, dinheiro e dom: a figura da prostituta no Modernismo brasileiro

Eliane Robert Moraes (USP)

Recorrente no imaginário literário brasileiro, a figura da prostituta se recobre de expressiva relevância nas primeiras décadas do século XX, como evidenciam diversas obras do modernismo. Seja em textos do período imediatamente anterior ao movimento – como é o caso de vários poemas de Augusto dos Anjos, do nosso fin-de-siècle, ou de Madame Pommery, publicado sob o pseudônimo de Hilário Tácito em 1919 –, seja naqueles produzidos no calor da hora – como Os condenados (1922) de Oswald de Andrade, ou Amar, Verbo Intranstivo (1930) de Mário de Andrade –, a presença da prostituta nas artes do período nos induz a pensá-la como uma peça chave da própria formação da sensibilidade modernista do país, em paralelo ao que acontece com uma boa parcela das vanguardas européias.
Mulher da rua, da cidade, da sensibilidade urbana, ela está associada a alguns dos valores mais cultivados pelo Modernismo, uma vez que se relaciona a tudo o que é baixo, do bas fond urbano ao baixo corporal, passando pelo rebaixamento lingüístico. Além disso, a qualidade da troca que a prostituta estabelece com seus clientes reveste-se de particular significado aos olhos dos modernistas, porque um tal intercâmbio não só reforça a lógica mercantil da sociedade moderna, mas também resiste a ela, impondo-se como um enigma. Num mundo organizado segundo os imperativos do capital, a meretriz interroga sem cessar a hierarquia entre o valor de troca e o valor de uso que está na base do capitalismo, ostentando a ambivalente condição de vendedora e mercadoria, como observou Benjamin.
Esta palestra se propõe a refletir sobre as particularidades que constituem a tópica da prostituição no imaginário literário modernista do Brasil. Não se trata apenas de considerar a prostituta como tema privilegiado de um grupo de escritores do período, mas sobretudo de tomá-la como um importante operador simbólico das expressões literárias em questão.

Assista à entrevista da Professora Eliane R. Moraes no link : Erotica Lilteraria Brasileira

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Entrevista com a professora Teresa Cristina Cerdeira


Entrevista com a professora Teresa Cristina Cerdeira

Nesta entrevista, a professora Teresa Cristina Cerdeira evoca o seu percurso literario e a descoberta da obra do escritor José Saramago. Num segundo momento, ela fala de suas pesquisas voltadas, em particular, para a literatura portuguesa moderna e contemporânea. Finalmente, a professora discute a situação dos estudos portugueses no Brasil e na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Assistam às entrevistas da professora nos links abaixo : 
Percurso Literario
Pesquisa
Estudos portugueses no Brasil