segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Oficina da Palavra - Atelier d'écriture

Daniela Edburg, La mort par Barbe à papa, 2006


A vida é feita de várias cores

Começamos pelo verde de esperança
Porque sempre esperamos algo da vida
Nem que seja um amor de contos de fada

A seguir, vêm o vermelho proibido
Que nos atrai como ímã
E o amor que nunca devia ter existido

Continuamos no rosa da paixão
Onde parecemos ter enconttado o paraíso terrestre
Mas a cegueira nos leva à escuridão

E aqui acabamos com a cor negra
Quando vemos que sem nosso amor a vida já não faz sentido
Onde o escuro se torna luminoso

Elodie Morais

Elodie Morais
Etudiante en 2ème année de LLCE- portugais



Soneto Doce

É tão bonito sentir, rir e ouvir
Andar, brincar pelo campos sempre a sorrir
Amar, gostar e gozar são coisas de criança
E este algodão doce lembra a infância

Avanças com a idade e rugas nos rosto
Todos pensam que a bengala retira o nosso gosto
E muitas vezes sento-me com esta recordação
Tinha 13 anos quando comi meu primeiro doce algodão

Sinto falta do açúcar, do palito nos meus lábios
Sinto falta das brincadeiras e destes rebuçados vários
Sinto falta deste cor-de-rosa que tanto me encantava

Lembro-me do carrinho que tantas vezes passava
Com tantas crianças à volta e o homem a gritar :
“Quem quer algodão doce?” impossível recusar.

Telmo da Fonte

Telmo da Fonte
Etudiant en 2ème année de LLCE - portugais


L'atelier d'écriture (Oficina da Palavra) s'adresse à tous les étudiants (spécialistes et non-spécialistes) inscrits dans les cursus de Portugais à l'Université de Paris-Sorbonne. Il est animé par le professeur Regina Antunes-Meyerfeld

4 comentários:

  1. Gostei muito dos poemas. A "Ofina da Palavra",é um otimo meio de nos expressarmos.

    Lucimar Moraes

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  2. Aguardamos o seu para o proximo numero do Blog! Seu professor. L. Tonus

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  3. Elodie et Telmo sont maintenant des célébrités!

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  4. Ainda que goste mais da idéia (eu ainda uso o acento) das varias cores do primeiro, não tenho como negar que, como musico, o segundo me toca mais. Viva o lirismo!

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