segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Rencontre avec l'écrivain et diplomate João Almino

Rencontre avec l’écrivain et diplomate
João Almino
à l’occasion de la parution du roman Cidade Livre

le  29 novembre à 17h30
salle 14

Institut d’Etudes Ibériques
31, rue Gay-Lussac
75005 PARIS

Romance de João Almino, quinto de uma série ora focalizando o período fundador, vem confirmá-lo a contragosto na posição de “romancista de Brasília”.
Mas caveat lector, o leitor que se cuide. A pletora de anotações históricas e até estatísticas escamoteia o terreno minado pela natureza da ficção.
A farândola social é orquestrada: candangos,  empreiteiros, aproveitadores das negociatas (o pai do narrador é um deles), idealistas, políticos, místicos da seita salvacionista. Registram-se escrupulosamente os visitantes. Sabemos que Aldous Huxley, Fidel Castro, André Malraux, Foster Dulles, John dos Passos, Elizabeth Bishop, e tantos outros, lá estiveram. Juscelino Kubitschek presidia a República e o engenheiro Bernardo Sayão  conduzia as obras, quando foi morto por uma árvore que tombava.
O relato pretende-se composto num blog, incorporando os palpites de outros blogueiros. Entretanto, o leitor já de início tudo colocou sob suspeita, indagando-se por que João Almino é mencionado nos agradecimentos, enquanto o narrador se chama João, nas escassas vezes em que seu nome vem à baila.
Manhas da ficção. Aos poucos vai surgindo, qual flor carnívora,  a enfeitiçar o incauto com fragrâncias e cambiantes, o imaginário do pseudocronista da capital. Quando o leitor cai em si, foi tragado: Brasília erigiu-se em microcosmo e metáfora do país, do universo, da existência, ou desse torvelinho vertiginoso que é a subjetividade.
Walnice Nogueira Galvão

2 comentários:

  1. Vim conhecer o blog. Ótima idéia, ajudarei a divulgar!... Voltarei em breve, para apreciar e degustar os textos e postagens com mais calma. Deixo abraços alados azuis e votos de sucesso nesta empreitada!

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  2. Prezada Ana Luisa Kaminski. Obrigado por sua postagem e pela divulgação. Espero que apreciei os textos que em breve colocaremos no ar. Abraços de Paris. Prof. Leonardo Tonus

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